Perspectiva Global Reportagens Humanas

Na luta contra ebola, Uganda recebe centro operacional para conter o surto BR

Uma profissional de saúde, vestindo um traje de proteção completo, examina uma criança que está sendo segurada por um cuidador em um centro de tratamento em Beni, na República Democrática do Congo.
© UNICEF/Vincent Tremeau Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.

Na luta contra ebola, Uganda recebe centro operacional para conter o surto

Saúde

Com sede em Kampala, unidade ajudará a fortalecer a vigilância epidemiológica, agilizando decisões e garantindo que recursos cheguem a quem precisa; República Democrática do Congo concentra maior número de casos e mortes pela doença.

O Escritório da Organização Mundial da Saúde na África e autoridades de Uganda iniciaram um Centro Operacional para conter o surto de ebola no país. 

Após ter o foco no leste da República Democrática do Congo, a nação vizinha, o vírus foi notificado em 20 casos confirmados em Uganda e 1.274 na RD Congo.

Risco de pobreza e desemprego

Desde os primeiros casos confirmados com a cepa bundibugyo, o ebola matou 350 pessoas na RD Congo e em Uganda.

Segundo a ONU, o surto pode levar a mais consequências como lançar quase um milhão de pessoas a mais à pobreza, ameaçando empregos, meios de subsistência e a estabilidade econômica em toda a região.

Uma avaliação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, revela que a crise do ebola pode colocar em risco 300 mil empregos e custar às economias africanas até US$ 3,6 bilhões, caso se espalhe e os choques regionais mais amplos se intensifiquem.

Um close-up de uma pessoa vestindo um traje de proteção branco colocando luvas descartáveis ​​azuis, como parte de um treinamento de resposta ao Ebola em Bunia, República Democrática do Congo.
OMS/Josua Mulala Raymond Equipamentos de proteção são fornecidos aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate ao ebola

Tomada de decisões

Com o Centro Operacional em Uganda, a OMS e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, África CDC, querem fortalecer a capacidade do continente de se preparar, coordenar e responder a emergências de saúde pública.

O centro foi aberto nesta segunda-feira com a Equipe Continental de Apoio à Gestão de Incidentes, Imst, técnicos da OMS e de organizações parceiras. A unidade está abrigada no Instituto de Doenças Infecciosas da Universidade de Makerere, em Kampala, de onde coordena o planejamento operacional e vigilância epidemiológica, agilizando a tomada de decisões e a distribuição de recursos.

Plano para redirecionar recursos

A diretora regional de emergências da OMS para a região africana, Marie-Roseline Belizaire, afirma que o Imst ajudará a direcionar os recursos para os locais onde são mais necessários.

Mais de 90% das infecções pelo ebola estão concentradas na província de Ituri, um importante polo de comércio transfronteiriço com Uganda.