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ONU lembra 32 anos do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda BR

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ONU News/Eugene Uwimana
Cerimônia pelas vítimas do genocídio na capital de Ruanda, Kigali (Foto de arquivo)

ONU lembra 32 anos do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda

Direitos humanos

Em mensagem, secretário-geral presta tributo às vítimas e diz que mundo tem que aprender com erros do passado rejeitando ódio, retórica inflamatória e incitação à violência; em apenas 100 dias, mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país africanos.

As Nações Unidas marcam neste 7 de abril o Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda.

Em mensagem, o líder da ONU, António Guterres prestou tributo às vítimas e afirmou que elas tiveram sua dignidade roubada pela tragédia no país africano.

Familias dizimadas

Guterres ressaltou a resiliência e força do espírito humano dos sobreviventes destacando que a comunidade internacional falhou em acatar os alertas e tomar medidas imediatas para salvar vidas.

Chama da Esperança de Kwibuka em homenagem às vítimas do Genocídio de 1994 contra os Tutsis em Ruanda instalada na sede da ONU
ONU/Manuel Elias
Chama da Esperança de Kwibuka em homenagem às vítimas do Genocídio de 1994 contra os Tutsis em Ruanda instalada na sede da ONU

Para o secretário-geral, o genocídio é considerado um dos capítulos mais sombrios da história. 

Em apenas 100 dias, mais de um milhão de pessoas foram assassinadas – principalmente tutsis, mas também hutus e outros que se opuseram ao genocídio. Famílias inteiras foram brutalmente dizimadas.

Convenção sobre o Genocídio

Ele ressaltou que é preciso aprender com os erros do passado e proteger as pessoas rejeitando o ódio, a retórica inflamatória e a incitação à violência; investindo no tecido social para aprofundar a resiliência da comunidade e fortalecer as instituições que ajudam a prevenir atrocidades em massa. 

Guterres lançou um apelo a todos os países que se tornem partes da Convenção sobre o Genocídio sem demora fazendo da história um guia para todos e da prevenção do genocídio um objetivo comum.