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Evento na Assembleia Geral celebra Dia Mundial da Síndrome de Down BR

Duas mulheres, uma delas com síndrome de Down, compartilham um momento de conexão em uma mesa de conferência.
UN Photo/Eskinder Debebe Participantes na celebração anual do Dia Mundial da Síndrome de Down (Foto de arquivo)

Evento na Assembleia Geral celebra Dia Mundial da Síndrome de Down

Saúde

Juntos contra a Solidão é o tema deste ano; representantes dos Estados-membros da ONU, família, especialistas e defensores reúnem-se para promover os direitos e bem-estar de quem vive com a síndrome.

Neste 21 de março, as Nações Unidas marcam o Dia Mundial da Síndrome de Down. A celebração ocorre com uma série de eventos e foi antecipada para esta quinta-feira, na sede da ONU, em Nova Iorque.

Este ano, o tema é “Juntos contra a Solidão”. Representantes dos países-membros da ONU, pessoas com síndrome de Down, famílias, defensores e especialistas devem promover os direitos e o bem-estar de quem vive com Down em todo o mundo.

Estilos de aprendizagem 

A síndrome ocorre quando um indivíduo possui uma cópia extra (parcial ou completa) do cromossomo 21. 

Ainda não se sabe por que essa síndrome ocorre, mas a síndrome de Down sempre fez parte da condição humana. Ela existe em todas as regiões do mundo e geralmente resulta em efeitos variáveis ​​nos estilos de aprendizagem, características físicas e saúde.

As celebrações começam neste 19 de março na sede da ONU e terminam neste sábado. Na segunda-feira, 23 de março, a rede Down Syndrome International realizará a 15ª Conferência do Dia Mundial da Síndrome de Down na sede da ONU, em Nova Iorque.

A campanha contra a solidão destaca que esse não é apenas um sentimento emocional, mas um problema sério de saúde que pode levar à ansiedade, depressão e danos físicos, frequentemente associados à exclusão social e ao estigma.

A ONU defende a inclusão real nas escolas, locais de trabalho e comunidades, enfatizando que estar presente não significa estar incluído ou verdadeiramente conectado. 

Uma mulher e uma menina compartilham um abraço carinhoso e alegre, rindo juntas dentro de casa.
© Escritório de Direitos Humanos/Vincent Tremeau Ludmila Adamciuc é mãe de Beatrice, uma menina de sete anos com síndrome de Down

Isolamento e participação na sociedade

O tema enquadra a solidão como uma questão de direitos humanos, instando à ação coletiva para transformar a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em mudanças concretas que acabem com o isolamento e promovam a plena participação na sociedade.

Iindivíduos, famílias, organizações, escolas, empregadores e governos têm um papel a desempenhar na criação de espaços acolhedores e relações significativas para ajudar as pessoas a sentirem-se pertencentes; anualmente, 3 a 5 mil pessoas nascem com alteração cromossômica.

A situação é melhor gerida quando o indivíduo tem acesso a cuidados de saúde, programas de intervenção precoce e educação inclusiva.

As pesquisa sobre a síndrome de Down também são importantes para o crescimento e desenvolvimento do indivíduo.

A cada ano de 3 a 5 mil nascem com síndrome

O Dia Mundial da Síndrome de Down foi declarado pela Assembleia Geral em dezembro de 2011. A primeira celebração ocorreu um ano depois.

A ONU estima que um em cada 1 mil ou 1 em 1,1mil nascimentos em todo o mundo tenha a síndrome. A cada ano, de 3 mil a 5 mil crianças nascem com essa alteração cromossômica.

Consultas regulares e cuidados de saúde ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com síndrome de Down. Fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, aconselhamento ou educação especial são cruciais para monitorar a condição mental e física e fornecer intervenção oportuna,. 

Indivíduos com síndrome de Down podem alcançar uma qualidade de vida ideal por meio do cuidado e apoio dos pais, orientação médica e sistemas de apoio comunitários, como a educação inclusiva em todos os níveis.