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ONU marca Dia Internacional das Florestas focando em economia BR

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Uma mulher e uma criança caminham por uma floresta em British Columbia Ridge, Canadá

ONU marca Dia Internacional das Florestas focando em economia

Clima e Meio Ambiente

Data de 21 de março foi declarada pela Assembleia Geral para incentivar os países a cuidar das matas que são meio de subsistência para bilhões de pessoas; todos os anos, 4 bilhões de metros cúbicos de madeira são produzidos numa tendência que tende a aumentar até 2050.

As Nações Unidas celebram neste 21 de março o Dia Internacional das Florestas. Este ano, o tema é: Florestas e Economia.

As matas têm um papel essencial na promoção da prosperidade que vai muito além da renda e dos empregos provenientes da produção florestal e do comércio de matérias-primas e alimentos renováveis. Elas também sustentam a agricultura familiar e comunitária, aumentam a produtividade agrícola e protegem bacias hidrográficas saudáveis.

Alta emissão de carbono

Com muitos países buscando avançar rumo a uma bioeconomia sustentável, os produtos florestais oferecem soluções baseadas na natureza como substitutos para materiais com alta emissão de carbono, além de gerar novas oportunidades econômicas.

Ao proclamar a data, a Assembleia Geral da ONU incentiva os países a celebrarem as matas e a a empreender esforços locais, nacionais e internacionais para atividades como campanhas de plantio de árvores.

Estima-se que US$ 44 trilhões, o que representa mais da metade do Produto Interno Bruto, PIB, mundial dependam da natureza incluindo as florestas.

As paisagens florestais reduzem o custo da produção de água potável e, ao armazenar carbono e moderar as temperaturas, ajudam a proteger as economias de desastres relacionados ao clima que podem custar bilhões.

Florestas como esta no estado de Nova Iorque, nos EUA, são vitais para combater as mudanças climáticas
ONU News/Daniel Dickinson
Florestas como esta no estado de Nova Iorque, nos EUA, são vitais para combater as mudanças climáticas

Madeira sustentável

A bioeconomia emergente tem as florestas como elemento central.

A madeira e o bambu, por exemplo, podem ser usados como substitutos renováveis ​​para materiais com alta emissão de carbono, como aço, concreto e plásticos.

Segundo a ONU, quase 4 bilhões de metros cúbicos de maneira são produzidos todos os anos com uma procura que deve aumentar à medida que a população mundial cresce. O cálculo é de um aumento de 1 bilhão a mais de metros cúbicos até 2050.

Em todo o globo, 5,8 bilhões de pessoas utilizam produtos florestais não madeireiros em seu dia a dia.

Perda florestal custa caro

Os produtos florestais não madeireiros, incluindo alimentos, medicamentos, resinas, plantas ornamentais e forragem, têm um valor de pelo menos  US$ 9,41 bilhões de dólares por ano e um enorme potencial de crescimento.

As florestas são a base econômica de muitas comunidades rurais, fornecendo alimentos, medicamentos, combustível e renda, além de benefícios como efeito refrescante, água limpa e estabilização do solo. 

A perda florestal custa caro levando à erosão do solo, inundações, impactos climáticos severos e perda de produtividade que, muitas vezes, superam em muito os ganhos econômicos de curto prazo.