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Subsecretário-geral da ONU condena custo de "US$ 1 bilhão por dia" da guerra no Oriente Médio BR

Uma mulher palestina está em uma área cheia de escombros, com roupas penduradas em uma linha improvisada, com edifícios danificados no fundo durante o Ramadão.
© WFP/Maxime Le Lijour As pessoas que vivem em Gaza receberam ajuda humanitária da ONU durante todo o conflito com Israel

Subsecretário-geral da ONU condena custo de "US$ 1 bilhão por dia" da guerra no Oriente Médio

Paz e segurança

Chefe de ajuda humanitária da ONU condenou custo de "US$ 1 bilhão por dia" com gastos em armamentos, num momento em que as urgências humanitárias aumentam vertiginosamente e financiamento diminui.

As consequências da guerra no Oriente Médio estão se espalhando mais rapidamente do que o auxílio humanitário. O alerta é do subsecretário-geral de Assistência Humanitária da ONU, Tom Fletcher.

Ele ressaltou que enquanto a violência se alastra pelas fronteiras, causando deslocamentos em massa e choques econômicos. Para Fletcher, este é um momento de grave perigo e sem apoio adicional, milhões de pessoas irão morrer.

Tom Fletcher, Subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários, dá informações aos jornalistas sobre a situação humanitária no Médio Oriente, enquanto segura uma cópia da Carta das Nações Unidas.
Foto da ONU/Eskinder Debebe Tom Fletcher, subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários e coordenador de Socorro de Emergência, informa os jornalistas sobre a situação humanitária no Médio Oriente

Faltam US$ 14 bilhões necessários

O apelo de US$ 23 bilhões, lançado em dezembro, para ajudar 87 milhões das pessoas mais vulneráveis ​​no mundo só foi atendido em um terço. 

Segundo ele, Gaza e Sudão estão no topo da lista de urgência de financiamento humanitário.

Tom Fletcher lembra que a assistência humanitária ainda precisa de US$ 14 bilhões para executar o plano de ajuda. O conflito no Oriente Médio já dura 12 dias custando US$ 1 bilhão a cada 24 horas. O subsecretário-geral lembra que esse custo diário ajudaria a salvar milhões de vidas. O conflito no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, em 2 de março, que é um corredor crucial de navegação, já está impactando os civis das áreas mais afetadas.

Uma mulher usando hijab caminha ao lado de uma grande pilha de entulho em Beirute, Líbano. Em primeiro plano, um homem usando colete refletor e máscara facial é parcialmente visível. Ao fundo, fumaça sobe dos prédios destruídos.
Unicef/Dar al Mussawir and Ramzi Haidar Subúrbios ao sul de Beirute após recentes ataques aéreos israelenses

Impacto além do Oriente Médio

A passagem é responsável por 20% do petróleo mundial. A medida já levou a uma disparada no preço dos combustíveis e no custo dos alimentos, energia e fertilizantes em todo o mundo.

O subsecretário-geral da ONU afirmou que está preocupado com uma escalada ainda maior do conflito prejudique outras rotas de abastecimento com impacto direto sobre suprimentos humanitários inclusive em áreas de extrema necessidade na África Subsaariana.

Tom Fletcher ressaltou que a ONU não vai recuar em sua missão e que a prioridade da comunidade global deve ser garantir a proteção dos civis e da infraestrutura civil. No ano passado, 90% das vítimas mortais de ataques com eram civis e muitos trabalhadores humanitários, que não podem ser alvos em fogos cruzados.