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Guterres expressa grande preocupação com medidas de Israel na Cisjordânia BR

Uma vista panorâmica do bairro Silwan em Jerusalém Oriental, mostrando edifícios densamente lotados em uma colina sob um céu azul claro. Algumas estruturas parecem danificadas ou em construção, refletindo o deslocamento contínuo e expansão dos assentamentos.
TBC António Guterres pediu a todas as partes que preservem o caminho para uma paz duradoura

Guterres expressa grande preocupação com medidas de Israel na Cisjordânia

Paz e segurança

Secretário-geral declarou-se apreensivo com novas autorizações de assentos; ele alerta que a actual trajectória no terreno enfraquece a perspectiva de uma solução de dois Estados.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que as decisões em curso na Cisjordânia contribuem para a deterioração das condições necessárias para uma paz duradoura.

Guterres reiterou ainda a posição das Nações Unidas sobre a ilegalidade dos assentamentos informais de Israel, incluindo em Jerusalém Oriental. A posição consta de uma declaração publicada pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, divulgada esta segunda-feira.

Um palestino está entre escombros após a demolição de sua casa em Al Jiftlik-Abu al 'Ajaj, governadorado de Jericó, devido à falta de licenças de construção.
© Unocha Declaração reafirma que a única via possível passa por uma solução negociada de dois Estados

O secretário-geral sublinhou que a “trajectória actual no terreno”, incluindo esta decisão, está a “erosionar a perspectiva” de alcançar uma solução de dois Estados.

Assentamentos ilegais segundo o direito internacional

Guterres reiterou que todos os colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, “não têm validade legal” e constituem uma “violação flagrante do direito internacional”, incluindo resoluções relevantes das Nações Unidas.

A declaração acrescenta que o regime associado aos assentamentos e a respectiva infraestrutura também se enquadram nesta avaliação de ilegalidade.

Referência ao Tribunal Internacional de Justiça

A ONU indicou ainda que estas acções, incluindo a presença contínua de Israel no território palestiniano, não são apenas desestabilizadoras, mas também consideradas ilegais, conforme recordado pelo Tribunal Internacional de Justiça.

O apelo do secretário-geral a Israel é que reverta as medidas reportadas. Guterras pediu a todas as partes que preservem o caminho para uma paz duradoura.

A declaração reafirma que a única via possível passa por uma solução negociada de dois Estados, segundo as resoluções relevantes do Conselho de Segurança e o direito internacional.