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ONU quer que Fórum de Davos responda desafios como fome e migração BR

Uma vista panorâmica da cidade suíça de Davos, uma estância de esqui, no inverno, com edifícios cobertos de neve aninhados entre pinheiros na base de uma cordilheira florestada.
Fórum Econômico Mundial/Chris Heeney A cidade de Davos na Suíça

ONU quer que Fórum de Davos responda desafios como fome e migração

Por Felipe de Carvalho*
Desenvolvimento econômico

Evento na Suíça reúne líderes políticos e empresários para debater cooperação, crescimento econômico e inovações tecnológicas; presidente da Assembleia Geral e diversos chefes de agências das Nações Unidas confirmaram presença.

Foi aberta, em Davos, na Suíça, a Reunião Anual de 2026 do Fórum Econômico Mundial, cujo tema é "Um Espírito de Diálogo”.

O encontro, iniciado na segunda-feira, abordará cinco desafios cruciais: cooperação em um mundo em conflito, desbloqueio de novas fontes de crescimento, investimento em pessoas, implementação responsável de inovações e geração de prosperidade dentro dos limites planetários.

Oportunidades ligadas à migração

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, e diversos chefes de agências das Nações Unidas participam dos debates.  Este ano, no entanto, o secretário-geral da organização, António Guterres, teve de cancelar sua participação de última hora como informou seu vice-porta-voz, Farhan Haq.

Haq contou que Guterres cancelou a participação, quando já estava a caminho do evento, por causa de um resfriado forte. Guterres aproveitou a passagem por Genebra, na Suíça, para se reunir com seus enviados especiais e representantes.

Esta seria a última aparição do secretário-geral, em Davos, uma vez que ele deixa o cargo em 31 de dezembro deste ano.

Já a diretora-geral da Organização Internacional para Migrações, OIM, Amy Pope, deverá falar, no Fórum de Davos, sobre como mobilidade bem gerida pode transformar a migração de um desafio em uma oportunidade para o crescimento econômico e a estabilidade. 

A OIM busca reduzir a dependência de longo prazo da ajuda humanitária e apoiar a prosperidade inclusiva.

Piora da fome no mundo

O Programa Mundial de Alimentos, WFP, pediu em nota que os líderes políticos e empresários reunidos em Davos somem capacidades e recursos para combater a fome. 

A agência estima que impressionantes 318 milhões de pessoas já enfrentam níveis graves de fome este ano. 

As previsões atuais indicam que o financiamento do WFP é menos da metade do necessário, de US$ 13 bilhões para alcançar 110 milhões de pessoas, cerca de um terço dos mais vulneráveis. 

Essa lacuna de financiamento significa cortes nas refeições, redução de provisões alimentares e uma crise de fome cada vez mais profunda que custará inúmeras vidas.

*Felipe de Carvalho é redator da ONU News.