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Voluntários distribuem ajuda humanitária em Lviv, na Ucrânia, enquanto uma mulher cadastra um beneficiário e outros manuseiam os suprimentos no frio.

Ataques deixam quase 2 milhões de ucranianos sem eletricidade em meio ao frio severo  BR

© UNOCHA/Allaham Musab Chefe humanitário local ressalta que civis e infraestrutura que servem as populações são protegidos pelo direito internacional

Ataques deixam quase 2 milhões de ucranianos sem eletricidade em meio ao frio severo 

Paz e segurança

Chefe da diplomacia da Ucrânia, Andrii Sybiha, diz que país solicitará reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU; OMS anuncia que equipe de serviços médicos de emergência foram atacados em Kyiv. 

A Ucrânia registra uma série de ataques que mataram e feriram civis, além de danos a infraestruturas críticas de energia e portuárias nas regiões de Dnipro, Odessa e Zaporizhzhia.  

As Nações Unidas calculam que quase 2 milhões de pessoas estão sem eletricidade num inverno com temperaturas abaixo de zero grau Celsius. Nesta sexta-feira, os termômetros marcavam 18 graus negativos em partes do país 

Míssil hipersônico Oreshnik 

Segundo a mídia local, um dos atos mais recentes foi um ataque na região ucraniana de Lviv com um míssil hipersônico Oreshnik com capacidade nuclear. 

Uma janela quebrada em uma sala de aula na Ucrânia, com cacos de vidro no parapeito e livros infantis próximos, mostrando os danos causados ​​por um ataque a uma instituição de ensino.
@Unicef OMS já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes

 

Nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, afirmou que o país solicitaria uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. 

Poucas horas depois, a Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que uma equipe de serviços médicos de emergência foi alvo de um ataque, durante a madrugada, na capital ucraniana, Kyiv. Um paramédico, que estava salvando vítimas, perdeu a vida na operação. Durante essa intervenção, quatro profissionais de saúde ficaram feridos e três ambulâncias foram danificadas. 

Somente nos primeiros dias deste ano, a agência da ONU já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos. 

Fornecimento de energia e água 

Em 24 horas, vários ucranianos foram mortos e feridos na cidade portuária de Odessa, onde foi interrompido o fornecimento de energia e água.  

Psicólogos de crise, trajando coletes brancos, estão perto de um prédio de apartamentos destruído em Dnipro, na Ucrânia.
Pnud na Ucrânia/Oleksandr Pitel Nações Unidas calculam que quase 2 milhões de pessoas estão sem eletricidade num inverno com temperaturas abaixo de zero grau

O coordenador da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, disse em sua conta numa rede social que além dos serviços básicos, o Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, verificou que as comunicações móveis e o transporte público eletrônico também foram interrompidos. As autoridades locais declararam emergência. 

Schmale enfatizou que os ataques colocaram os mais vulneráveis ​​em risco. Entre eles estão idosos, pessoas com problemas de saúde e famílias com crianças. 

Pessoas devem estar seguras e protegidas 

Os ataques às instalações de energia deixaram cerca de 2 milhões de pessoas nas regiões de Dnipro e Zaporizhzhia com fornecimento limitado de eletricidade, aquecimento e água. 

O chefe humanitário ressalta que civis e infraestrutura que servem as populações são protegidos pelo direito internacional humanitário. As pessoas devem estar seguras e protegidas em suas casas. 

Desde o início do conflito, em 2022, os ataques nas cidades de Kryvyi Rih e Dnipro estiveram entre os maiores atentados simultâneos.