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ONU pede solução negociada para impasse sobre programa nuclear iraniano BR

Uma reunião formal do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com delegados sentados em torno de uma grande mesa circular, para discutir os assuntos internacionais relacionados com a Somália.
ONU/Loey Felipe Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU

ONU pede solução negociada para impasse sobre programa nuclear iraniano

Paz e segurança

Esforços diplomáticos se intensificaram, mas ainda não há acordo sobre caminho a seguir; sanções contra nação persa foram reinstauradas em setembro; relatório da Aiea indica que país excedeu limites de enriquecimento de urânio definidos em acordo internacional. 

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta terça-feira para debater o programa nuclear do Irã, no marco do Plano de Ação Global Conjunto, Jcpoa, estabelecido em 2015. 

A subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, lementou que apesar da “intensificação dos esforços diplomáticos durante o segundo semestre de 2025”, não houve acordo sobre o caminho a seguir em relação ao programa nuclear iraniano.

Divergências sobre validade das sanções

Ela afirmou que uma solução negociada que garanta “um programa nuclear iraniano pacífico e o alívio das sanções é a melhor opção disponível para a comunidade internacional”.

DiCarlo enfatizou que a ONU permanece à total disposição de todas as partes envolvidas na busca pela concretização desses objetivos.

Adotada em julho de 2015, a Resolução 2231 endossou o Jcpoa, possibilitando a suspensão de sanções contra o Irã, mas também criando um mecanismo para reimpor as restrições em casos de descumprimento das regras estabelecidas. 

Em agosto, França, Alemanha e Reino Unido invocaram o mecanismo de reversão, alegando falha do Irã em cumprir suas obrigações nucleares, levando à reinstauração automática das sanções em setembro.

Por outro lado, Rússia, China e Irã rejeitaram a legalidade dessa medida e alegaram que a resolução 2231 expirou em 18 de outubro de 2025. 

A subsecretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, discursa em um pódio durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York.
ONU/Eskinder Debebe A subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo,

Limites excedidos pelo Irã

Em seu relatório de 12 de novembro de 2025, a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, reiterou que o Irã interrompeu a implementação de seus compromissos relacionados ao programa nuclear em fevereiro de 2021. 

A agência verificou que o país excedeu os limites de estoque de urânio enriquecido estabelecidos pelo Jcpoa em quase 50 vezes e instalou muito mais centrífugas do que o permitido.

A Aiea afirmou que é necessária uma estrutura que seja acordada e apoiada por todos os países envolvidos para garantir que o programa nuclear do Irã seja “exclusivamente pacífico”.

Os esforços diplomáticos para resolver a questão do programa nuclear iraniano estagnaram após a escalada de tensões entre Israel e Irã em junho de 2025 e os ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares iranianas.

O Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e serve para a geração de energia.