Perspectiva Global Reportagens Humanas

Morte de palestinos na Cisjordânia aumenta preocupações sobre impunidade BR

Portão instalado recentemente dentro do campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia
ONU
Portão instalado recentemente dentro do campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia

Morte de palestinos na Cisjordânia aumenta preocupações sobre impunidade

Paz e segurança

Dois homens foram mortos em Jenin pelas forças de segurança de Israel; desde 2023, 1.030 mortes foram confirmadas na Cisjordânia, incluindo 223 crianças; Alto Comissariado exige investigações independentes e responsabilização.

Nesta sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos expressou choque com o assassinato de dois homens palestinos em Jenin, na Cisjordânia ocorrida na segunda-feira.

As mortes, registradas em vídeo por um canal de televisão, mostram o que a agência considera como “execução sumária” efetuada pela polícia de fronteira de Israel.

Ocupantes de assentamentos

O caso soma-se a um aumento contínuo de mortes de palestinos por forças de segurança de Tel Aviv e ocupantes de assentamentos, num contexto em que “raramente há responsabilização”, enfatiza o escritório da ONU.

Embora Israel tenha anunciado uma revisão interna do incidente, declarações de um alto responsável do governo “procuram isentar as forças de segurança, levantando dúvidas sobre a credibilidade de qualquer investigação que não seja totalmente independente”.

Os dados publicados revelam que entre 7 outubro 2023 e 27 novembro 2025, forças de segurança e ocupantes de assentamentos mataram 1.030 palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Entre as vítimas estavam 223 crianças.

O alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Volker Turk, alerta que a ausência de responsabilização pelo uso ilegal da força permite que a violência e as operações letais continuem sem escrutínio efetivo.

ONU exige investigações independentes

O apelo do chefe de Direitos Hmanos é que sejam realizadas investigações independentes, rápidas e eficazes sobre os assassinatos de palestinos, bem como à responsabilização plena dos autores das violações.

Para ele, a impunidade e a crescente violência devem terminar de imediato, sublinhando a necessidade de mecanismos de investigação eficazes e totalmente independentes do Governo de Israel.