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Agência da ONU apoia comunidades afetadas por tornado no sul do Brasil BR

Vista aérea de uma cidade brasileira devastada por um tornado, mostrando destruição generalizada com prédios desabados e destroços espalhados pelas ruas.
© AEN/Roberto Dziura Jr. Imóveis em Rio Bonito do Iguaçu, no Brasil, afetados pelo tornado.

Agência da ONU apoia comunidades afetadas por tornado no sul do Brasil

Migrantes e refugiados

Ventos de até 250km/h devastaram 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu; sete pessoas perderam a vida e mais de 800 ficaram feridas; OIM enviou especialistas em emergência, gestão de abrigos, saúde, proteção, gestão de informações e recuperação.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, destacou profissionais de emergência para Rio Bonito do Iguaçu, no sul do Brasil, após o violento tornado, de categoria EF3, que atingiu o município em 7 de novembro.

O grupo está prestando assistência imediata às famílias afetadas e apoiando os esforços de recuperação liderados pelas autoridades locais.

Estado de emergência

Com ventos de até 250 km/h, o tornado destruiu 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu, localizada a quase 400km de Curitiba, capital do do Paraná. Várias infraestruturas essenciais como casas, escolas e instalações de saúde foram destruídas.

De acordo com autoridades, sete pessoas perderam a vida e mais de 800 ficaram feridas. O tornado também cortou a energia elétrica de cerca de 2 mil moradores e deixou centenas de famílias desalojadas.

O Governo do Paraná declarou estado de emergência apontando o tornado como um dos desastres mais graves já registrados na região.

Para responder à crise, a OIM enviou um grupo de 11 especialistas em gestão de abrigos, saúde, proteção, gestão de informações e recuperação.

A agência está trabalhando com a Força Nacional do Sistema Único de Assistência Social, o mecanismo de resposta a emergências do Ministério do Desenvolvimento Social e Assistência, Família e Combate à Fome, para fornecer ajuda rápida às comunidades afetadas, incluindo coordenação de emergências, abrigos temporários e acesso a programas de proteção social e benefícios.

Papel importante nas inundações de 2024

O chefe da missão da OIM no Brasil, Paulo Caputo, afirmou que a situação no Rio Bonito do Iguaçu é difícil de testemunhar, e que a prioridade é garantir que ninguém seja deixado para trás. “Proteger vidas, restaurar a dignidade e ajudar as famílias a reconstruir continuam sendo fundamentais para a nossa missão.”

A OIM já havia desempenhado um papel fundamental em 2024, durante as inundações no Rio Grande do Sul, que afetaram mais de 2 milhões de pessoas. Na altura, liderou a gestão de centros de acolhimento humanitário em Porto Alegre e Canoas, que forneceram abrigo de emergência, serviços básicos e possibilidade de reconstrução para mais de mil pessoas deslocadas.

A experiência reforça o compromisso da OIM em fortalecer a resiliência das comunidades frente a desastres cada vez mais frequentes e graves.