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Conselho de Segurança debate violação do espaço aéreo polonês por drones russos BR

Vista da Cidade Velha de Lublin, na Polônia, com seus edifícios históricos, uma igreja imponente e um parque arborizado.
Unsplash/Maksym Harbar Voos comerciais teriam sido suspensos na cidade histórica de Lublin, no leste da Polônia, após a incursão de drones

Conselho de Segurança debate violação do espaço aéreo polonês por drones russos

Paz e segurança

Sessão abordou tensão entre os dois países; subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos disse que episódio causa “profunda preocupação”; ela pediu que todas as partes se abstenham de ações e retórica que elevem ainda mais as tensões. 

O Conselho de Segurança realiza, nesta sexta-feira, um debate sobre ameaças à paz e a segurança internacionais, abordando tensões entre Rússia e Polônia.

No início da sessão, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, declarou que os relatos de que drones militares russos violaram o espaço aéreo polonês são motivo de “profunda preocupação”.

Drones abatidos preventivamente

Ela esclareceu que seus comentários são “inteiramente baseados em informações publicamente disponíveis” e que as Nações Unidas não estão em posição de verificar ou confirmar alegações ou relatórios sobre o incidente.

Em 10 de setembro, a Polônia informou ao Presidente do Conselho de Segurança que, durante a noite de terça-feira, 19 drones russos entraram no espaço aéreo polonês. Alguns deles foram abatidos preventivamente.

Essa foi a primeira vez que a Polônia e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, tiveram que recorrer ao uso da força para neutralizar uma ameaça.

Os drones teriam causado danos em áreas residenciais e forçaram o fechamento de quatro aeroportos importantes, além do desvio de voos. Não houve vítimas.

Restrições ao tráfego aéreo

Autoridades polonesas declararam que alguns dos drones entraram pela Belarus. O Ministério da Defesa do país vizinho alegou que os artefatos aéreos foram desviados pelas defesas ucranianas.

Após o incidente, a Polônia impôs restrições ao tráfego aéreo na parte oriental do país, em áreas vizinhas à Belarus e à Ucrânia.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou o país não tinha intenção de atingir nenhum alvo no território da Polônia.

As autoridades russas reconheceram ter realizado, durante o mesmo período, um "ataque massivo com armas de alta precisão de longo alcance, terrestres, marítimas e aéreas, bem como drones de ataque contra a indústria de defesa ucraniana" nas regiões da Ucrânia Ocidental.

Um bombeiro trabalha em meio à densa fumaça nos escombros de um prédio residencial em Kiev, destruído por um ataque de míssil.
Unicef/Oleksii Filippov Um bombeiro trabalha em meio à fumaça espessa nas ruínas de um prédio residencial em Kyiv, destruído por um ataque de míssil em 28 de agosto

Ataques contínuos contra a Ucrânia

DiCarlo enfatizou que os países devem agir com responsabilidade e evitar qualquer ação ou retórica que possa aumentar ainda mais “as tensões já perigosamente elevadas”.

Ela lembrou que este incidente “alarmante” ocorreu em meio a contínuos ataques em larga escala com mísseis e drones russos contra a Ucrânia.

De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a noite de 9 para 10 de setembro, a Rússia lançou 415 drones e mais de 40 mísseis balísticos contra 15 regiões da Ucrânia, resultando em vítimas civis, incluindo pelo menos uma morte.

A alta funcionária da ONU, reiterou o apelo por um cessar-fogo urgente, total, imediato e incondicional na Ucrânia.