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Guiné-Bissau abre Centro de Telemedicina com apoio financeiro da ONU

Uma reunião interna está em andamento em uma sala de conferências, com os participantes sentados em cadeiras ao redor de uma longa mesa de madeira. Uma faixa de um programa médico e de saúde é visível na parede.
OMS Guiné-Bissau Nações Unidas e o Governo da Guiné-Bissau inauguraram o Centro de Telemedicina e Saúde Eletrónica nas instalações do Hospital Nacional Simão Medes em Bissau

Guiné-Bissau abre Centro de Telemedicina com apoio financeiro da ONU

Por Amatijane Candé*
Saúde

OMS quer Governo crie linha orçamental para operacionalizar infraestrutura; Advocacia da Agência da ONU inclui extensão do centro a outros hospitais de referência regionais; Presidente do país dirigiu cerimónia de inauguração. 

O Sistema das Nações Unidas e o Governo da Guiné-Bissau inauguraram o Centro de Telemedicina e Saúde Eletrónica nas instalações do Hospital Nacional Simão Medes em Bissau.

Outra infraestrutura foi instalada no Centro de Saúde de Bubaque, zona insular do país.

Financiamento Conjunto

O projeto fez uma combinação de infraestruturas, tecnologias e reforço de capacidades para levar os cuidados médicos especializados para perto dos guineenses.

A concretização foi possível graças a um financiamento conjunto do Fundo Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.

O investimento inclui a manutenção e a renovação dos espaços, compra de equipamentos modernos de consultas a distância e compra e instalação de material áudio visual e de vídeo conferencia. Além disso, serão adquiridos computadores, equipamentos de escritório, energia solar e internet.

Placa comemorativa da inauguração do Centro Nacional de Telemedicina e Saúde Digital em Bissau, Guiné-Bissau, em 12 de agosto de 2025, pelo Presidente General Umáro Siissoco Embaló.
OMS Guiné-Bissau A OMS apoiará o centro no estabelecimento de acordos com outros centros de telemedicina, especialmente com países de língua portuguesa, para garantir assistência remota em especialidades pouco desenvolvidas no país

No ato solene, o representante da Organização Mundial da Saúde, OMS, falou em nome do Sistema das Nações Unidas, sobre o momento de um ponto de viragem histórica no reforço da capacidade de resposta e inovação do sistema de saúde da Guiné-Bissau.

Walter Kazadi Mulombo explica que graças a este avanço, se espera reduzir a longa lista de espera para as evacuações médicas ao estrangeiro, permitindo que consultas especializadas sejam realizadas no país ou com apoio a distância de especialistas internacionais.

Otimizar o serviço

São 50 profissionais de saúde, clínicos gerais, especialistas, enfermeiras e enfermeiros na utilização da tecnologia de telemedicina para a realização de consultas e seguimentos clínicos. A ação da OMS visa garantir a utilização eficaz da infraestrutura.

A agência conta apoiar o centro a estabelecer acordos com outros centros de telemedicina, sobretudo com os paises lusófonos para garantir uma assistência a distância nas especialidades pouco desenvolvidas no país.

O representante da OMS reafirmou o engajamento em continuar a trabalhar com o Governo e parceiros para melhorar a prestação dos cuidados de saúde na Guiné-Bissau e acelerar o percurso em direção ao acesso universal, que é a redinamização dos Cuidados Primários de Saúde.

Barómetro e Mapa Sanitário

Mulombo lembrou que estes cuidados são custosos para serem deixados apenas com o inistério da Saúde. Segundo ele, todos os setores da economia devem colaborar e o seu reposicionamento pode descongestionar os hospitais e permitir com que as pessoas beneficiem do desenvolvimento sustentável.

Disse acreditar que o país está bem equipado para vencer os desafios e realizar os objetivos de acesso sanitário universal até 2030.

Comunidades

Na ocasião, o presidente da Guiné-Bissau recebeu da agência o Mapa Sanitário que faz o diagóstico sobre o acesso aos serviços e cuidados de saúde e os recursos disponíveis no país.

A OMS equipou também o país de um Barómetro que mede a perceção e expetativa das comunidades com relação ao desempenho do setor sanitário.

A agência entregou também ao Governo 16 viaturas para reforçar o sistema nacional de saúde e apoiar a Rede Integrada de Ambulâncias, coordenada pela Cruz Vermelha.

*Amatijane Candé é corrrespondente da ONU News em Bissau.