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Uma mulher lava as mãos em um barril de água do lado de fora de uma tenda em um campo de deslocados internos no Sudão.

OMS diz que conflitos escalam surtos e infecções de cólera BR

© Unocha/Giles Clarke Fatores que ajudam a desenvolver a doença incluem saneamento precário e água imprópria para consumo

OMS diz que conflitos escalam surtos e infecções de cólera

Ajuda humanitária

Sudão, Chade, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iêmen geram maior inquietação; agência reitera pedido urgente de fundos internacionais; necessidades incluem apoio à rápida distribuição de vacinas e suprimentos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, reacendeu o alerta sobre os danos do retorno da cólera após registro de 4.332 mortes em 31 países.

A doença infecciosa aguda causada pela bactéria vibrio cholerae se espalha principalmente através da água ou de alimentos contaminados. O principal sintoma é diarreia grave, e se não for tratada pode levar à desidratação perigosa e à morte.

Doença prevenível e facilmente tratável

Entre os fatores que ajudam a desenvolver a doença, prevenível e facilmente tratável, estão saneamento precário e água imprópria para consumo.

Em Genebra, um porta-voz da OMS disse que a grande preocupação é com surtos no Sudão, no Chade, na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul e no Iêmen. Os conflitos alimentam a expansão da cólera.

Trabalhadores de um aeroporto carregam paletes de suprimentos médicos em um grande avião de carga, parte de uma missão de ajuda humanitária da OMS ao Sudão, via Chade.
© OMS Suprimentos médicos apoiados pela OMS e destinados ao Sudão chegam ao Chade

Somente na República Democrática do Congo, RD Congo, mais de 44.521 casos e 1.238 mortes foram confirmados neste ano, principalmente no leste afetado por confrontos.

No Sudão do Sul, houve quase 70.310 notificações e mais de 1.158 óbitos.

Já no continente asiático, o Iêmen registrou mais de 60.794 confirmações e 164 mortes.

Aspectos em comum dos surtos

De acordo com a OMS, esses números têm como aspectos em comum a grande quantidade de afetados, são impulsionados pelo conflito e prejudicados pela resposta de recursos humanos sobrecarregados, lacunas de dados e graves déficits de fundos.

A agência destacou que, um ano após o início do surto no Sudão, a cólera atingiu todos os estados. Foram notificados acima de 48.768 casos e mais de mil mortes somente em 2025. A taxa de letalidade de 2,2% ultrapassa o limite de 1% que indica tratamento eficaz.

O apelo feito aos governos e a comunidade internacional é que mobilizem fundos com urgência, apoiem a rápida distribuição de vacinas e suprimentos, bem como a garantia de acesso seguro para os trabalhadores humanitários.

Outra necessidade é de investimento na prevenção de longo prazo por meio de água e saneamento, além de sistemas de vigilância mais fortes porque “ninguém deve morrer por não ter acesso a água potável.”