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ONU preocupada com uso de esporte para traficar crianças pelo mundo BR

Um grupo de meninas no México participa de um treino de futebol em uma quadra ao ar livre.
Eloísa Farrera/CINU Mexico Treino de futebol no Cancha Violeta, em San Pedro Xalostoc, Ecatepec, México. Em todo o mundo, criminosos utilizam falsas promessas para recrutar os jovens com abuso e enganação

ONU preocupada com uso de esporte para traficar crianças pelo mundo

Legislação e prevenção de crimes

Agência lançou nova campanha que combate exploração de novos atletas que sonham com uma carreira no futebol e outras modalidades; crianças são 38% de todas as vítimas de tráfico humano em todo o globo; indústria esportiva pode chegar a US$ 1,4 trilhão.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, está apoiando uma nova campanha da Missão 89 contra o aumento do uso do esporte para disfarçar tráfico de crianças que almejam principalmente jogar futebol profissional.

A Missão 89, uma organização de pesquisa e defesa, combate a exploração de jovens atletas, e a atuação de traficantes de seres humanos que usam o sonho de uma carreira no esporte.

Dentro e fora do campo

A diretora-geral adjunta da OIM, Ugochi Daniel, afirma que os criminosos utilizam falsas promessas para recrutar os jovens com abuso e enganação.

A campanha quer abrir os olhos dos atletas e aspirantes a uma carreira internacional para que estejam seguros dentro e fora de campo.

Batizada de "A Linha que Não Cruzamos", a Declaração das Nações Unidas para a Eliminação da Exploração Infantil no Esporte, enfrenta a tendência preocupante do tráfico no setor.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, revela que as crianças perfazem 38% das vítimas de tráfico identificadas em todo o mundo.

Os criminosos prometem trabalho em academias esportivas e até assinar contratos esportivos profissionais.

Uma vista panorâmica do estádio retangular vazio de Melbourne (AAMI Park), mostrando o campo verde e as arquibancadas sob uma moderna estrutura de telhado.
FIFA Batizada de "A Linha que Não Cruzamos", a Declaração das Nações Unidas para a Eliminação da Exploração Infantil no Esporte, enfrenta a tendência preocupante do tráfico no setor

Falsas promessas

Com isso, 11% das crianças vítimas de tráfico humano acreditam nas falsas promessas.

Os dados são da organização Counter Trafficking Data Collaborative. Os atletas acabam sendo forçados a trabalhar, têm seu passaporte confiscado e vivem sob o jugo dos criminosos.

A campanha quer evidenciar ainda as vulnerabilidades estruturais da indústria esportiva, avaliada entre US$ 471 bilhões e US$ 1,4 trilhão.

Práticas antiéticas de recrutamento e sistemas de proteção inadequados criam oportunidades para traficantes, especialmente visando crianças pobres.

A campanha promove o recrutamento justo e responsável e o bem-estar infantil, incentivando instituições esportivas, governos e órgãos regionais a integrar estruturas de proteção em suas estruturas de governança.

Atletas e influenciadores

A iniciativa da OIM com a Missão 89 convida os participantes a firmarem um compromisso de integridade afirmando tolerância zero com o tráfico de crianças no esporte e promover mudanças políticas, engajando instituições e comunidades.

Participam legisladores, influenciadores e atletas.

A campanha é apoiada pela United Through Sports, UTS, um movimento global que trabalha pela inclusão e proteção de todos os jovens em alinhamento com as Olimpíadas, Paralimpíadas, Olimpíadas Especiais e 157 parcerias internacionais.