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Comunicado aponta violações de direitos humanos associadas aos protestos desta semana

Escritório da ONU pede rapidez em investigações sobre mortes em protestos em Angola BR

Pnud Angola/Cynthia R Matonho
Comunicado aponta violações de direitos humanos associadas aos protestos desta semana

Escritório da ONU pede rapidez em investigações sobre mortes em protestos em Angola

Direitos humanos

Manifestações desta semana tiveram pelo menos 22 mortos; comunicado menciona violações de direitos humanos associadas aos protestos; relatos apontam a detenção de mais de 1 mil pessoas nos protestos.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu que as autoridades angolanas “realizem investigações rápidas, completas e independentes” sobre as mortes de pelo menos 22 pessoas, bem como as violações de direitos humanos associadas aos protestos desta semana.

As manifestações contra o aumento dos preços dos combustíveis no país já levaram à detenção de mais de 1 mil pessoas, ressalta um comunicado citando relatos no terreno.

Munição real e gás lacrimogênio

A nota menciona imagens não verificadas sugerindo que as forças de segurança usaram munição real e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, “o que aponta para um uso desnecessário e desproporcional da força”.

O escritório diz observar ainda que “alguns dos manifestantes recorreram à violência e que vários indivíduos teriam se aproveitado dos distúrbios para cometer atos criminosos, incluindo saques a lojas e vandalismo em diversos locais da capital, Luanda”.

Escritório da ONU ressalta que todos os manifestantes que vão às ruas para expressar suas opiniões devem fazê-lo pacificamente
ONU/Jean-Marc Ferré

O apelo às autoridades é para que “se abstenham de recorrer ao uso desnecessário ou desproporcional da força para manter a ordem pública”. Outro pedido é que estas possam “garantir o pleno gozo dos direitos à vida, à liberdade de expressão, à reunião pacífica e à associação.”

O comunicado termina com um apelo pela libertação imediata de todos aqueles que possam ter sido detidos arbitrariamente.

O escritório ressalta que todos os manifestantes que vão às ruas para expressar suas opiniões devem fazê-lo pacificamente e “as violações de direitos humanos devem ser investigadas e os autores responsabilizados.”