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Vista da cidade de Teerã, Irã, com a Torre Milad e montanhas ao fundo.

Execuções no Irã mais do que dobraram se comparadas a 2024 BR

Unsplash/Anita Filabi Publicação ressalta que mais de 40% dos executados neste ano foram condenados por crimes relacionados a drogas

Execuções no Irã mais do que dobraram se comparadas a 2024

Legislação e prevenção de crimes

Acima de 4 em cada 10 aplicações da pena de morte ocorreram por crimes relacionados a drogas; outros casos estariam associados a acusações como “inimizade contra Deus” e “corrupção na Terra”, segundo informações do Escritório dos Direitos Humanos da ONU.

O Escritório de Direitos Humanos revelou, na segunda-feira, que pelo menos 612 pessoas foram executadas neste ano no Irã.  A ONU pediu ao país que parasse de aplicar a pena capital após o “aumento preocupante de execuções”.

Para o alto comissário dos Direitos Humanos, Volker Turk, os relatos de centenas de execuções no Irã ressaltam quão perturbadora se tornou a situação e a urgência “de uma moratória imediata no país sobre o uso da pena de morte”.

Pelo menos 612 pessoas alegadamente executadas

Pelas informações, as 612 pessoas que teriam sido executadas, no primeiro semestre de 2025, perfazem mais do dobro do total do mesmo período de 2024, quando as autoridades iranianas teriam executado pelo menos 297 pessoas.

O informe aponta que as minorias são afetadas de forma desproporcional.

O Alto Comissário das ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, discursa em um pódio durante uma reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.
Conselho de Direitos Humanos da ONU/Marie Bambi Volker Turk citou dados indicando que os processos judiciais, em vários casos, foram frequentemente realizados a portas fechadas

O Escritório considera ainda “alarmante observar relatórios que indicam que há pelo menos 48 cidadãos atualmente no corredor da morte”.

Desse total, 12 estariam em risco iminente de execução.

A publicação ressalta que mais de 40% dos executados neste ano foram condenados por crimes relacionados a drogas.

Falhas nos procedimentos

Vários outros sentenciados foram julgados pelo que Escritório destaca como acusações amplas e vagas, como “inimizade contra Deus” e “corrupção na Terra” “frequentemente usadas pelas autoridades para silenciar a dissidência”.

Turk citou dados indicando que os processos judiciais, em vários casos, foram frequentemente realizados a portas fechadas.

Esses procedimentos falharam de forma sistemática em cumprir as garantias do devido processo legal e de um julgamento justo.