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Uma mão segurando um cigarro aceso contra um fundo preto, com fumaça subindo. A imagem está associada a uma campanha de saúde pública sobre o consumo de tabaco no Brasil.

OMS destaca ações do Brasil para erradicar “epidemia do tabaco” BR

Arquivo ONU Em 22 nações, ainda não são usados rótulos de advertência nos maços de cigarros

OMS destaca ações do Brasil para erradicar “epidemia do tabaco”

Saúde

A Organização Mundial da Saúde revela que 6,1 bilhões de pessoas estão cobertas por pelo menos uma das seis ações de controle da agência; total equivale a três quartos da população global; informação consta de relatório lançado na Irlanda.

Nos esforços para combater a epidemia de tabaco, quatro países fizeram o dever de casa por completo: Brasil, Ilhas Maurício, Países Baixos ou Holanda e Turquia.

Essas nações implementaram todas as seis ações de controle recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, OMS, para erradicar o problema.  Uma série de outras nações seguem na segunda fila com cinco ações executadas: Etiópia, Irlanda, Jordânia, México, Nova Zelândia, Eslovênia e Espanha.

Anúncios gráficos em maços

Os resultados constam do relatório anual “Epidemia do Tabaco 2025”, lançado durante a Conferência Mundial sobre Controle do Tabaco, em Dublin, Irlanda, na segunda-feira.

A OMS acredita que as medidas geraram “ganhos notáveis” ​​com anúncios gráficos de saúde, com 110 países aplicando-as nos maços de cigarros. Ao todo, 155 nações implementaram pelo menos uma medida aconselhada pela agência.

Uma mulher passa por um sinal de proibição de fumar fora de um centro comercial em Bangkok, Tailândia.
© OMS/Conor Ashleigh Entre as grandes lacunas observadas está a situação de 40 países com 2 bilhões de habitantes que não foram alcançados pelas medidas da OMS

O consumo de tabaco ainda mata pelo menos 7 milhões de pessoas por ano. A maior batalha, segundo a OMS, para controlar o tabaco no mundo global vem da crescente interferência da indústria tabagista.

As seis medidas conhecidas como Mpower, introduzidas em 2008, incluem monitorar o uso do tabaco e as políticas de prevenção, proteger as pessoas da fumaça do tabaco com uma legislação para ambientes livres de fumo e oferecer ajuda para parar de fumar.

Subir impostos funciona

Além disso, a OMS recomenda alertar para os perigos do tabaco com rótulos nas embalagens e na mídia, aplicar proibições à publicidade, promoção e patrocínio do tabaco e aumentar os impostos sobre o tabaco.

O tamanho médio desses avisos também aumentou de 30% da embalagem, em 2007, para quase 60% no ano passado. Até o momento, dois países subiram o tamanho dos anúncios para 92,5% tanto na frente como no verso.

Entre as grandes lacunas observadas está a situação de 40 países com 2 bilhões de habitantes que não foram alcançados pelas medidas Mpower.

Em 22 nações, ainda não são usados rótulos de advertência nos maços de cigarros.

Cigarros eletrônicos

A recomendação é que sejam aplicados alertas de saúde a produtos de tabaco e nicotina novos e emergentes, incluindo cigarros eletrônicos e sachês de nicotina.

A OMS descreve os cigarros eletrônicos com nicotina como “altamente viciantes e prejudiciais à saúde”.

Na abertura do evento global, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus disse que 20 anos após a adoção da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, há sucessos para comemorar. No entanto assinalou que a indústria do tabaco continua a evoluir e é necessário acompanhamento.

Para isso, ao “unir ciência, políticas e vontade política, pode ser criado um mundo onde o tabaco não ceife mais vidas, prejudique economias ou roube futuros”.