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Chefe de Direitos Humanos pede reconsideração de sanções dos Estados Unidos contra Tribunal Penal Internacional BR

Pessoas se reúnem na entrada do edifício do Tribunal Penal Internacional em Haia, com um grande cartaz azul exibindo o logotipo do tribunal em primeiro plano.
Tribunal Penal Internacional Sede do Tribunal Penal Internacional em Haia, Holanda.

Chefe de Direitos Humanos pede reconsideração de sanções dos Estados Unidos contra Tribunal Penal Internacional

Legislação e prevenção de crimes

Volker Turk disse que ataques contra juízes são “profundamente corrosivos” para o bom funcionamento da justiça; quatro magistradas do órgão foram sancionadas; elas atuavam em casos ligado à guerra no Afeganistão e ao conflito em Gaza. 

O alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, declarou estar “profundamente perturbado” com a decisão do governo dos Estados Unidos de sancionar quatro juízas do Tribunal Penal Internacional, TPI.

Em nota emitida nesta sexta-feira, Turk declara que ataques contra juízes pelo desempenho de suas funções são “profundamente corrosivos” para a boa governanaça e administração adequada da justiça.

Risco para a independência do TPI

Turk disse que a medida é contrária ao respeito pelo Estado de Direito, um valor “defendido há muitos anos pelos Estados Unidos”. Ele pediu uma rápida reconsideração e revogação das medidas.

As quatro juízas sancionadas são de Benim, Peru, Eslovênia e Uganda.

Elas atuaram em um caso de 2020 sobre supostos crimes de guerra cometidos por forças militares dos Estados Unidos e do Afeganistão; e nos mandados de prisão de 2024 contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, e Yoav Gallant.

Na quinta-feira, o TPI emitiu um comunicado descrevendo as sanções como "uma clara tentativa de minar a independência de uma instituição judicial internacional que opera sob o mandato de 125 Estados-partes de todo o mundo".

O tribunal divulgou nesta sexta-feira um comunicado da Assembleia dos Estados-partes, o órgão legislativo e de supervisão administrativa, afirmando que as sanções podem prejudicar os esforços globais para garantir a responsabilização pelos crimes mais graves e a luta contra a impunidade.