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ONU marca Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial BR

Uma grande multidão de pessoas protestando em uma rua da cidade, segurando cartazes, incluindo um que dizia "O racismo também é uma pandemia" e outro "BLM".
© Unsplash/Ying Ge Pessoas reunidas em uma manifestação do "Black Lives Matter" em Montreal

ONU marca Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial

Direitos humanos

Secretário-geral divulgou mensagem citando legado tóxico de escravidão, colonialismo e discriminação; este ano, Convenção Internacional sobre o tema completa 60º aniversário; António Guterres pediu ratificação universal do tratado.

O racismo bloqueia oportunidades, corrompe comunidades e causa uma erosão nos fundamentos da dignidade, da igualdade e da justiça.

Neste Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial, o secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou uma mensagem para pedir o combate ao crime que ele define como um “veneno que continua a infectar o mundo”.

Compromisso global de combater o racismo

Segundo Guterres, o racismo é também um legado tóxico de escravidão histórica, colonialismo e discriminação.

Este ano, a data coincide com o 60º aniversário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

O tratado representa um compromisso global para acabar com a prática de discriminar alguém nesses termos.

Uma placa na praia de Stranofontein, na Cidade do Cabo, África do Sul, exibe os dizeres "SOMENTE PARA PESSOAS BRANCAS" e "REDES", ilustrando a segregação da época do apartheid.
ONU/Allan Tannenbaum Uma praia segregada em Strandfontein, na Cidade do Cabo, África do Sul, em 1985



O secretário-geral da ONU lembra que a Convenção nasceu de movimentos de direitos civis, da luta contra o apartheid: o regime de segregação racial na África do Sul, e das ações de descolonização da década de 1960.

É obrigação de todos os países adotar medidas concretas para combater doutrinas racistas, promover o entendimento e construir um mundo sem discriminação racial.

Discurso de ódio e algoritmos que manipulam

O líder das Nações Unidas acredita que o tratado de combate à discriminação continua sendo um farol de esperança em tempos sombrios.

Ele citou discursos de ódio e algoritmos que lucram com ações hostis e de divisão de pessoas e comunidades.

Guterres encerrou a mensagem renovando seu apelo à ratificação universal da Convenção e a implementação pelos Estados. 

Ele também pediu a empresários em todo o mundo e à sociedade civil que combatam o crime e disse que as Nações Unidas não descansarão até que um mundo sem racismo se torne realidade para todos.

O Dia Internacional também foi celebrado no hall da Assembleia Geral com um discurso do presidente da casa, Philémon Yang, e do chefe de gabinete do secretário-geral que representou António Guterres.