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OMS busca melhor acesso para reabastecer último hospital no norte de Gaza BR

Ministério da Saúde de Gaza ter confirmado a morte de mais de 46 mil palestinos na Faixa de Gaza
© WFP
Ministério da Saúde de Gaza ter confirmado a morte de mais de 46 mil palestinos na Faixa de Gaza

OMS busca melhor acesso para reabastecer último hospital no norte de Gaza

Ajuda humanitária

Especialistas da agência da ONU pretendem garantir disponibilidade de material no centro hospitalar Al-Awda; outra meta é avaliar situação no Hospital Kamal Adwan, agora fora de operação; estradas danificadas e instalações insuficientes limitam trabalho na área de conflito. 

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que a superlotação de pacientes e escassez crítica de combustível e suprimentos médicos essenciais marcam o Hospital Al-Awda, o último em funcionamento no norte de Gaza.

A agência das Nações Unidas atua em busca de acesso para o reabastecimento, bem como para avaliar a situação no Hospital Kamal Adwan, que deixou de funcionar após uma operação militar israelense.

Estradas transitáveis ​​e fácil acesso

A insegurança no acesso foi agravada por barreiras como estradas danificadas e instalações insuficientes. A agência fez um apelo urgente por ação imediata para que as rotas sejam transitáveis ​​e seja facilitado o acesso para apoiar e manter operacional o Hospital Al-Awda.

Unrwa tem mais de 2 mil funcionários na Cisjordânia
UNRWA
Unrwa tem mais de 2 mil funcionários na Cisjordânia

O anúncio foi feito horas depois do Ministério da Saúde de Gaza ter confirmado a morte de mais de 46 mil palestinos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023. A maioria deles eram mulheres e crianças. 

O total inclui os oito recém-nascidos que perderam a vida por hipotermia nos últimos dias. Com a continuação dos confrontos, as operações das Forças de Defesa de Israel aumentam as vítimas em massa e destruição generalizada. 

As condições são tidas como “particularmente alarmantes” nas áreas sitiadas do norte de Gaza, com severas restrições à movimentação de pessoal humanitário. Os disparos de foguetes por grupos armados palestinos contra Israel também continuam colocando em risco os civis locais.

Proteção dos civis 

A aumento de baixas civis levou o secretário-geral a repetir sua condenação veemente “às mortes e aos ferimentos generalizados no conflito”. António Guterres pediu a todas as partes envolvidas que respeitem o direito internacional humanitário e exigiu a proteção dos civis.

Ao pedir novamente “um cessar-fogo imediato e a libertação imediata e incondicional de todos os reféns mantidos em Gaza”, ele ressaltou que as populações devem ser protegidas e respeitadas em todos os momentos, tendo suas necessidades essenciais atendidas. 

Especialistas carecem de acesso para apoiar e manter operacional o Hospital Al-Awd
© OMS
Especialistas carecem de acesso para apoiar e manter operacional o Hospital Al-Awd

Em relação às operações realizadas no terreno, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, distribuiu cerca de 3,4 milhões de quilos de farinha de trigo, alcançando quase 1 milhão de pessoas no centro e sul de Gaza. 

Ao ressaltar a necessidade de permissão para continuar trabalhando, a Unrwa destacou a atuação dos mais de 2 mil funcionários em atividades de educação na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. 

Mais de 47 mil alunos são alcançados em 96 escolas de educação básica e acima de 1,8 mil estão inscritos na formação profissional.