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Mundo teve queda de cerca de dois terços na desigualdade salarial desde 2000

Um jovem solda metal em uma oficina usando equipamento de proteção. Faíscas voam enquanto ele trabalha em um projeto do programa de treinamento profissional da Unicef no Líbano.
© Unicef/UN0582515/Fouad Choufany Novo relatório pede esforços conjuntos para melhorar a justiça salarial

Mundo teve queda de cerca de dois terços na desigualdade salarial desde 2000

Desenvolvimento econômico

OIT revela que diferenças de salários em contextos de alta e baixa rendas diminuíram a taxas entre 0,5% e 1,7% por ano; reduções foram mais significativas em economias de baixo rendimento, com médias entre 3,2% e 9,6%.

A desigualdade salarial reduziu em cerca de dois terços em todos os países desde 2000, segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O Relatório Global de Salários 2024-25 destaca em meio a disparidades salariais significativas, particularmente em países de baixo rendimento, devem continuar sendo feitos esforços para abordar essas lacunas.

Diferença entre os salários 

Em média, a diferença entre os salários de pessoas com alta e baixa rendas diminuiu por ano entre 0,5% e 1,7% em muitos países. Nas economias de baixa renda as reduções foram mais significativas, com médias entre 3,2% e 9,6% ao ano nas últimas duas décadas.

Uma mulher venezuelana usando um lenço na cabeça e uma máscara com a bandeira da Venezuela, segurando uma criança pequena enquanto está sentada ao lado de um menino, todos aguardando em uma fila ao ar livre.
© Acnur/Ilaria Rapido Ragozzino OIT enfatiza que é essencial fechar as lacunas salariais para garantir um desenvolvimento econômico sustentável e justo

A OIT revela ainda “uma redução encorajadora” no ritmo de diminuição da desigualdade salarial em nações mais ricas. Em países de rendas média-alta, a variação foi entre 0,3% e 1,3% ao ano, enquanto em economias de renda alta a redução esteve entre 0,3% e 0,7%.

Em média, os salários em todo o mundo aumentaram 1,8% em 2023 e continuaram com tendência positiva no primeiro semestre do ano ao subirem 2,7% com a uma forte recuperação global pós-Covid.

Para a OIT, se essa tendência for confirmada, será o maior ganho em mais de 15 anos. No entanto, essa tendência positiva não é comum entre as regiões.

Alta inflação e dos preços

Para o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, os ganhos salariais globais atuais refletem uma recuperação notável em comparação com o declínio de 0,9% em 2022. A alta na inflação e nos preços ultrapassaram o crescimento salarial.

Os rendimentos médios aumentaram num ritmo 17,9% mais rápido na Ásia e no Pacífico, na Ásia Central e Ocidental e na Europa Oriental, em comparação com o resto do mundo.

Muhammad Yunus, usando EPI, discursa para membros da comunidade em uma favela de Mumbai sobre precauções contra a COVID-19 durante um programa de conscientização da Unicef .
© Unicef/Dhiraj Singh

Em 2024, todos os países, à exceção dos africanos e árabes, tiveram salários crescendo. O relatório da OIT enfatiza que, embora tenha havido progresso na redução da desigualdade salarial global, ainda há muito trabalho a ser feito.

Crescimento econômico mais equitativo

A agência acredita que os países podem fazer avanços significativos em direção a um crescimento econômico mais equitativo se implementarem políticas salariais inclusivas e abordarem os desafios estruturais enfrentados pelos trabalhadores.

A OIT enfatiza que é essencial fechar as lacunas salariais para garantir um desenvolvimento econômico sustentável e justo que beneficie a massa laboral em todo o mundo.

O relatório pede esforços conjuntos para melhorar a justiça salarial, apoiar os trabalhadores em todos os níveis de renda, especialmente em empregos de baixa renda e no setor informal, construindo um mercado laboral global mais equitativo.