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Em Dia de Solidariedade aos Palestinos, Guterres reforça apelo por cessar-fogo em Gaza

Mulheres e crianças palestinas, incluindo uma mulher com uma criança pequena no colo, aguardam em fila do lado de fora de uma padaria em Khan Younis, Gaza.
© UNRWA/Ashraf Amra Mulheres e crianças fazem fila para comprar pão em uma padaria em Khan Younis, na Faixa de Gaza. Maioria dos mortos é de mulheres e meninas e a crise humanitária está cada vez mais grave

Em Dia de Solidariedade aos Palestinos, Guterres reforça apelo por cessar-fogo em Gaza

Paz e segurança

Secretário-geral da ONU divulgou mensagem ressaltando os ataques terroristas do Hamas contra Israel em 7 de outubro e a morte de mais de 43 mil palestinos desde então; para ele, nada pode justificar o que chamou de “punição coletiva”.

Neste 29 de novembro, a ONU marca o Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestino. A data foi criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1977.

Em mensagem, o secretário-geral da organização, António Guterres, disse que já passou da hora para um cessar-fogo imediato dos combates entre tropas de Israel e militantes do movimento islâmico Hamas, que domina a Faixa de Gaza.

O secretário-geral da ONU , António Guterres, fala num pódio durante uma conferência de imprensa.
ONU/Eskinder Debebe Guterres afirmou que nada pode justificar o que ele considera uma punição coletiva do povo palestino.

Momento triste e doloroso da história palestina

Guterres afirmou que nada justifica os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, praticados pelo Hamas contra Israel, assim também como nada pode justificar o que ele considera uma punição coletiva do povo palestino.

Pelo menos 43 mil palestinos foram mortos desde 7 de outubro na resposta de Israel aos ataques que mataram 1,2 mil israelenses e fizeram centenas de reféns.

Para o líder das Nações Unidas, este ano o Dia Internacional ocorre num dos momentos mais tristes e dolorosos da história dos palestinos.

A maioria dos mortos é de mulheres e meninas. A crise humanitária está cada vez mais grave. Uma situação terrível e indescupável, segundo Guterres.

Ameaças de anexação e Jerusalém como capital de dois Estados

As operações militares de Israel continuam ocorrendo na Cisjordânia, que é controlada pela Autoridade Palestina, e em Jerusalém Oriental. Dentre as ações estão despejos, demolições, aumento de assentamentos e violência de colonos, além de ameaças de anexação.

Para o chefe da ONU, é hora de acabar com o que ele chama de ocupação ilegal do Território Palestino, o que é confirmado pela Corte Internacional de Justiça e pela própria Assembleia Geral da ONU.

O secretário-geral voltou a defender a criação de dois Estados: um palestino e um israelense vivendo lado a lado pacificamente com Jerusalém como capital de ambos os países.

Uma menina palestina com um moletom azul segura uma tigela de metal enquanto espera em uma longa fila com outras crianças para receber alimentos em Gaza.
© Unrwa Palestinos em Gaza precisarão de ajuda por anos

Exibição em cartaz até 5 de janeiro

Guterres encerrou a nota pedindo proteção para os trabalhadores humanitários e para a Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, e disse que a ONU permanecerá em solidariedade com o povo palestino e seu direito inalienável de viver em paz, em segurança e em dignidade.

O Dia Internacional em Solidariedade com o Povo Palestino é marcado com vários eventos pelo mundo. Uma exibição, em Nova Iorque, retrata a crise em Gaza e deve ficar aberta no lobby da Assembleia Geral até 5 de janeiro.