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ONU marca Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio e enfatiza papel dos jovens

Um close-up de um papel azul com ícones impressos em roxo representando discursos e ações proibidas ou restritas, incluindo um punho, uma faca, uma bomba, fogo e um raio.
Unsplash/Mika Baumeister Símbolos de discurso de ódio das mídias sociais em um livreto impresso

ONU marca Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio e enfatiza papel dos jovens

Cultura e educação

Na data, António Guterres destaca importância de empoderar juventude para enfrentar problema; ele enfatiza necessidade de prevenir a incitação ao ódio, promover diversidade e inclusão e combater a amplificação digital do ódio.

A ONU marca o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio neste 18 de junho. Em mensagem para a data, o secretário-geral das Nações Unidas ressaltou a importância de empoderar a juventude para lutar contra o problema.

António Guterres avalia que os jovens, especialmente afetados pelo discurso de ódio online, devem fazer parte da solução. Com mais de 1,2 bilhão de pessoas jovens globalmente, ele acredita que a participação do grupo é crucial para criar espaços públicos e online livres de discurso de ódio.

Close-up de um teclado de laptop com uma tela iluminada em azul ao fundo.
© Unsplash/Philipp Katzenberger Plataformas de redes sociais “aceleraram e amplificaram a propagação de informações falsas e de discursos de ódio, colocando grandes riscos para a coesão social, a paz e a estabilidade”

Amplificação Digital

Na terceira celebração da data, o chefe da ONU citou episódios históricos, como a Alemanha Nazista e o genocídio em Ruanda. Ele afirmou que não há nível aceitável para o discurso de ódio e que é um dever de todos trabalharem para sua completa eliminação.

O discurso de ódio hoje atinge uma ampla gama de grupos, frequentemente baseado em raça, etnia, religião, crença ou afiliação política. Guterres alerta que nos últimos meses, houve um aumento significativo no discurso de ódio antissemita e anti-muçulmano, tanto online quanto em comentários públicos de líderes influentes. 

O chefe da ONU lembra que mulheres, refugiados, migrantes, pessoas trans e de gênero diverso, além de minorias, também são alvos frequentes. A amplificação massiva do discurso de ódio pelas plataformas digitais permite sua propagação por fronteiras e culturas.

Para Guterres, os Estados têm a obrigação, sob a lei internacional, de prevenir e combater a incitação ao ódio, promovendo a diversidade, o entendimento mútuo e a solidariedade. 

Eles devem intensificar seus esforços e implementar esses compromissos, assegurando que as medidas adotadas preservem a liberdade de expressão e protejam minorias e outras comunidades.

Um smartphone branco sobre uma superfície escura exibe ícones de aplicativos de redes sociais como Instagram, Twitter e LinkedIn em sua tela.
© Unsplash

Estratégia da ONU

Segundo o secretário-geral, a Estratégia e Plano de Ação das Nações Unidas sobre Discurso de Ódio fornece uma estrutura para abordar tanto as causas quanto os impactos desse problema. Atualmente, a ONU está preparando Princípios Globais para a Integridade da Informação, destinados a orientar os tomadores de decisão sobre essas questões.

O chefe das Nações Unidas também aponta que governos, autoridades locais, líderes religiosos, empresariais e comunitários têm o dever de investir em medidas que promovam a tolerância, diversidade e inclusão, desafiando o discurso de ódio em todas as suas formas.

Ao marcar o Dia Internacional para Combater o Discurso de Ódio, Guterres insta todos a promoverem a educação em direitos humanos, incluir os jovens nas decisões democráticas e combater a intolerância, discriminação, preconceito e estereótipos, onde quer que se encontrem.