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Nos 30 anos do genocídio do Ruanda, ONU desencoraja bases que promovem ódio

Velas brancas em castiçais de vidro sobre uma mesa com um arranjo floral de lírios e flores roxas.
ONU/Violaine Martin Apelo do secretário-geral da ONU é que as vítimas do massacre nunca sejam esquecidas em nenhum lugar do mundo

Nos 30 anos do genocídio do Ruanda, ONU desencoraja bases que promovem ódio

Paz e segurança

Secretário-geral defende que haja garantia de que os atos que começaram em 7 de abril de 1994 nunca serão esquecidos e nem se repitam; em 100 dias mais de 1 milhão de pessoas perderam a vida por pertencerem as etnias tutsi, hutu, twa ou serem opositores do massacre ocorrido no país africano.

Neste 7 de abril é assinalado o 30º aniversário do genocídio de 1994 contra os tutsis no Ruanda. Em 100 dias, quase 1 milhão de pessoas foram mortas, sendo que a grande maioria era da etnia tutsi, e alguns hutus, twa ou opositores do genocídio.

Para a série de cerimônias deste ano, a mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, realça que é preciso união contra todas as formas de ódio e discriminação.

Sombra do colonialismo

António Guterres defende que pode ser traçada uma linha reta entre o massacre que foi “inflamado por tensões étnicas” e pela longa sombra do colonialismo.

Um grupo diversificado de jovens levanta os braços para segurar velas brancas em uma vigília. Um grande logotipo de cor clara é projetado na parede atrás deles.
ONU/Violaine Martin Chefe de direitos humanos pediu mais esforços para que os suspeitos dos crimes que ainda vivem sejam conduzidos à justiça

Para o líder das Nações Unidas, os impulsos mais sombrios da humanidade estão sendo novamente “despertados pelas vozes do extremismo, da divisão e do ódio”.

Ele afirmou que se deve garantir que os atos que iniciaram em 7 de abril de 1994 nunca sejam esquecidos e nem se repitam.

O apelo do secretário-geral é que as vítimas do massacre nunca sejam esquecidas em nenhum lugar do mundo.

Justiça, unidade e reconciliação

Uma mensagem do alto comissário para os Direitos Humanos sobre a data saúda   várias centenas de milhares de sobreviventes pela sua bravura. Para Volker Turk, a  busca pela justiça, unidade e reconciliação por décadas deverá inspirar a todos.

Uma placa comemorativa do Genocídio contra os Tutsi em Ruanda, em 1994, rodeada de flores, num evento memorial em Genebra.
ONU/Violaine Martin Monumento em memória do genocídio de 1994 contra os tutsis em Ruanda no complexo das Nações Unidas em Genebra

O chefe de direitos humanos pediu ainda que todos os países redobrem seus esforços para  que os suspeitos dos crimes que ainda vivem sejam conduzidos à justiça através da jurisdição universal.

A mensagem ressalta que a adoção de medidas como combate ao discurso de ódio ou incitamento à prática do genocídio devem ser priorizadas, bem como o combate à discriminação.

Turk pede que os eventos de Ruanda despertem a consciência da humanidade para sempre e sejam “um lembrete constante da necessidade de fazer tudo o que estiver ao alcance para prevenir o crime de genocídio em todo o mundo.”