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Dia da Internet Mais Segura alerta sobre crescente ameaça a crianças

Manifestações de danos e da exposição do abuso e exploração sexual de crianças online veem piorando
© Unsplash/Philipp Katzenberger
Manifestações de danos e da exposição do abuso e exploração sexual de crianças online veem piorando

Dia da Internet Mais Segura alerta sobre crescente ameaça a crianças

Desenvolvimento econômico

Campanha “Juntos por uma internet melhor”marca a data neste 6 de fevereiro; especialista fala de piora na dimensão e nos métodos de exposição do abuso e exploração sexual de crianças online. 

Agências e entidades da ONU apoiam apelos da comunidade global na celebração do Dia da Internet Mais Segura. Celebrada neste 6 de fevereiro, a data terá o tema “Juntos por uma internet melhor”. 

Todos os anos, uma campanha reúne representantes dos setores público e privado para promover o uso seguro e responsável das tecnologias online, especialmente entre as crianças e os jovens. 

Ameaças Globais

Com base na Avaliação de Ameaças Globais 2023 da ONG WeProtect Global Alliance, uma especialista independente da ONU* destacou os crescentes perigos enfrentados por menores, revelando um aumento de 87% no volume de material de abuso sexual infantil desde 2019.

Da sede em Genebra, Mama Fatima Singhateh, relatora especial sobre venda e exploração sexual de crianças, pediu pela promoção de um ambiente online mais seguro, priorizando os direitos infantis no desenvolvimento e regulamentação da internet e produtos digitais, reconhecendo que essas ferramentas podem trazer tanto benefícios quanto problemas.

Formas de exploração infantil incluem implementação de criptografia de ponta a ponta sem mecanismos de segurança integrados
Unsplash/Jefferson Santos
Formas de exploração infantil incluem implementação de criptografia de ponta a ponta sem mecanismos de segurança integrados

Ela avalia que a rede global pode permitir uma interação positiva e um desenvolvimento dos menores como seres humanos autônomos, reivindicando o seu próprio espaço, mas também pode facilitar o acesso a conteúdo impróprio para a idade e danos sexuais online contra crianças por parte de adultos e colegas. 

Distribuição de materiais

Em relação ao êxito da inteligência artificial generativa e à constante evolução da realidade aumentada, ela destaca que estes recursos também facilitam a produção e distribuição de materiais de abuso e exploração sexual infantil na dimensão digital.

As formas de exploração incluem implementação de criptografia de ponta a ponta sem mecanismos de segurança integrados e de imagens geradas por computador, tais como deepfakes e deepnudes, e transmissão ao vivo sob demanda, além da realidade estendida de material abusivo e exploração sexual infantil.

Com base em análises a vários estudos, publicações e relatórios, a relatora concluiu que as manifestações de danos e da exposição do abuso e exploração sexual de crianças online veem piorando, tanto em termos de escala como de método. 

Ética da Inteligência Artificial

Entre elas estão altas em pedidos de crianças para fins sexuais, assédio sexual online, abuso de imagem íntima, extorsão sexual financeira e utilização de material abusivo e exploração sexual infantil assistido por tecnologia.

Rede global pode permitir uma interação positiva e um desenvolvimento dos menores como seres humanos autônomos
© Unicf/Joshua Estey
Rede global pode permitir uma interação positiva e um desenvolvimento dos menores como seres humanos autônomos

A proposta aos países é que atuem com empresas e invistam na resolução destas questões, além da “inclusão das vozes infantis, das vítimas, dos sobreviventes e das partes relevantes na concepção e no desenvolvimento de produtos digitais éticos”.

Em nota separada, a Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, anunciou que oito empresas globais de tecnologia aderiram às recomendações do Conselho sobre a Ética da Inteligência Artificial. A meta é projetar e implantar sistemas com o recurso.

No 2º Fórum Global sobre IA, na Eslovênia, as companhias se comprometeram a “desempenhar em pleno” seu papel em garantir dos direitos humanos em etapas como concepção, desenvolvimento, compra, venda e uso da inteligência artificial.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.