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Moçambique é exemplo na luta contra o terrorismo, diz ONU

ONU e parceiros prestam serviços integrados de assistência e proteção de emergência às populações afetadas pela insegurança em Cabo Delgado
©Unicef/Ricardo Franco
ONU e parceiros prestam serviços integrados de assistência e proteção de emergência às populações afetadas pela insegurança em Cabo Delgado

Moçambique é exemplo na luta contra o terrorismo, diz ONU

Paz e segurança

Secretário-geral destaca ações contraterrorismo executadas em níveis regional e bilateral no norte do país; discurso em reunião de comitê global sobre o tema propõe que o combate a esses atos esteja ancorado no desenvolvimento sustentável inclusivo e nos direitos humanos.

As Nações Unidas realizam a partir desta terça-feira a 10ª Reunião do Comitê do Pacto Global de Coordenação Contra o Terrorismo.

Na abertura do evento, em Nova Iorque, o secretário-geral, António Guterres, mencionou Moçambique como um dos exemplos nos esforços que envolvem a região no combate aos ataques no extremo norte.

Padrão perturbador dos grupos terroristas

O país envolve a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e o Ruanda em operações contraterrorismo em Cabo Delgado. O líder da ONU enfatizou que a ação desses grupos continua ativa no país, ao destacar ainda a Somália e a Bacia do Lago Chade como casos de êxito combatendo o terrorismo.

Guterres disse haver clareza em relação ao “padrão perturbador” da ação dos grupos terroristas que alargam seu alcance em cada comunidade.

Guterres disse que os civis pagam o preço mais alto pela ação de terroristas
ONU/Eskinder Debebe
Guterres disse que os civis pagam o preço mais alto pela ação de terroristas

 

Na sua atuação, eles aumentam as redes continentais com novos combatentes, financiamento e armas. 

Outras táticas aplicadas pelos grupos terroristas incluem o estreitamento de laços com grupos transnacionais do crime organizado e a propagação do medo, da miséria e de ideologias de ódio através do ciberespaço.

Desenvolvimento sustentável e inclusivo

Para o chefe da ONU, os civis pagam o preço mais alto em todos os casos e o efeito se reflete em toda a humanidade.

Guterres quer que os esforços antiterrorismo estejam ancorados no desenvolvimento sustentável e inclusivo, em primeiro lugar. Ele assinalou que a proposta da Nova Agenda para a Paz enfatiza a prevenção do terrorismo.

Refugiados nigerianos deixam o seu campo em Ngouboua, na costa do Lago Chade
Acnur/Olivier Laban-Mattei

Em segundo lugar, o chefe da ONU sugeriu que os direitos humanos orientem esse empenho global, incluindo a garantia da segurança e liberdade das mulheres e meninas.

O chefe da ONU disse ainda que “não há tempo a perder” para aproveitar o potencial do continente africano, que chamou de “lar da esperança” e pronto para enfrentar os desafios do Século 21, mesmo em meio à ameaça da expansão rápida do terrorismo.

Ao reafirmar o compromisso global com o contraterrorismo, e particularmente pela África e pelos africanos, Guterres pediu que a comunidade internacional continue unida e criando soluções para eliminar a sombra do terrorismo.