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Após Cúpula da Amazônia, Pnuma enfatiza apoio à Declaração de Belém

Pôr do sol sobre o Rio Negro, com seu reflexo na água e a silhueta de árvores ao longe.
ONU/Rodolpho Valente Parque Nacional do Jaú, Estado do Amazonas, no Brasil

Após Cúpula da Amazônia, Pnuma enfatiza apoio à Declaração de Belém

Clima e Meio Ambiente

Agência da ONU aponta cinco eixos para implementação do texto; evento foi encerrado nesta quarta-feira com adoção da declaração por oito países; documento promove direitos humanos e preservação.*

Nesta quarta-feira, foi encerrada a Cúpula da Amazônia, que reuniu 12 chefes de Estado na cidade de Belém, no estado brasileiro do Pará.

O evento teve como resultado a adoção da Declaração de Belém, que consolida uma agenda de cooperação para a Amazônia.

Uma grande reunião formal está em andamento na Cúpula da Amazônia em Belém, Brasil, com delegados internacionais sentados ao redor de uma longa mesa curva.
Sofia Arocha and Mayara Lima Cúpula da Amazônia

Declaração de Belém

O texto implica o compromisso dos países da Bacia Amazônica em proteger e promover os direitos humanos no território, bem como avançar em ações regionais para evitar o “ponto de não retorno” na floresta.

Esses países são Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, todos signatários do Tratado de Cooperação Amazônica.

A Cúpula foi precedida pelos Diálogos Amazônicos, que ocorreram até sábado e reuniram mais de 10 mil pessoas.

De acordo com o diretor do Escritório para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, Juan Bello, esse evento preparatório foi fundamental.

Encontro de culturas

Ele afirmou que os Diálogos Amazônicos são “um exemplo do enorme potencial do encontro de culturas, conhecimentos e perspectivas para o desenvolvimento de soluções inovadoras que garantam a proteção e a sustentabilidade desse bioma e de seus habitantes.”

A coordenadora do Conselho Indígena Tupinambá do Baixo Tapajós, Raquel Tupinambá, também teve uma impressão positiva do evento. 

Segundo ela a atividade possibilitou “a participação dos movimentos sociais, das universidades e da sociedade civil em geral nesse processo de fazer reflexões sobre temas latentes que a humanidade vivencia.”

Raquel destacou a proteção dos povos indígenas e povos isolados, a questão da exploração do petróleo, a bioeconomia e a preservação e reflorestamento da mata nativa na Amazônia.

Cinco eixos de atuação do Pnuma

Após o encerramento da Cúpula, o Pnuma declarou que vai contribuir com a implementação da agenda definida pela Declaração de Belém.

A atuação da agência terá cinco eixos com prioridade para a gestão dos recursos naturais com direitos de acesso pelos povos tradicionais. As outras finalidades são o desenvolvimento da bioeconomia, a restauração de áreas degradadas e a adaptação para a crise climática.

A declaração prevê ainda o apoio técnico e regulatório para eliminar poluição por mercúrio e plástico e interfaces entre ciência e sociedade. 

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, com cerca de 40% das florestas tropicais do planeta. A água que flui por seus rios equivale a aproximadamente 15% do total que chega aos oceanos.

*Com reportagem de Sofia Arocha do Pnuma e Mayara Lima da IRI