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ONU condena assassinato de candidato à presidência no Equador

Uma vista aérea panorâmica de uma cidade densamente povoada na América do Sul, com arquitetura colonial e telhados de telha vermelha, tendo como pano de fundo montanhas distantes e envoltas em névoa.
© Unsplash/David Golding Quito, capital do Equador

ONU condena assassinato de candidato à presidência no Equador

Paz e segurança

Alto comissário das Nações Unidas, Volker Turk, pediu investigações transparentes ao que chamou de “ato criminoso chocante”; para ele, violência contra candidatos políticos é uma ameaça ao processo eleitoral e à capacidade do povo de expressar sua vontade democrática.

A chefe da ONU no Equador, Lena Savelli, condenou fortemente o ataque contra o candidato presidencial Fernando Villavicencio. Segundo agências de notícias, ele foi morto a tiros ao deixar um comício em na capital Quito nesta quinta-feira.

A equipe das Nações Unidas no país apelou à investigação do crime, para que não haja sensação de impunidade, e redobrem os esforços para conter a onda de violência que atinge a população do país.

Investigações

Para a ONU, esses eventos são uma agressão ao sistema democrático do Equador. Lena Savelli enviou condolências aos amigos e familiares de Fernando Villavicencio.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, também condenou o assassinato, que definiu como um "ato criminoso chocante".

Vista aérea panorâmica da cidade de Quito, Equador, no bairro de La Floresta, com uma grande montanha ao fundo sob um céu azul com nuvens brancas.
Unsplash/Dayan Quinteros Quito, capital do Equador

Segundo Turk, uma investigação foi aberta para apurar o caso. 

Ele adiciona que é importante realizar prontamente e de forma justa uma verificação transparente, completa e independente para que haja responsabilização pelo ataque. 

Para o chefe de direitos humanos, a violência contra candidatos políticos é uma séria ameaça ao processo eleitoral e à capacidade do povo de expressar sua vontade democrática.

Violência no Equador

Volker Turk lembrou que em julho ele havia expressado preocupação com o aumento da violência no Equador, incluindo ataques e ameaças contra candidatos políticos, figuras públicas e jornalistas.

O alto comissário afirma que o assassinato que deixou muitos no Equador e além, perturbados e tristes, ressalta os desafios que o país e seu povo enfrentam em meio à violência.

Ele pediu às autoridades que aumentem os esforços para fortalecer as medidas de proteção de candidatos políticos, funcionários públicos e jornalistas e proteger a vida e a integridade pessoal das pessoas de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos para evitar a repetição de um crime tão trágico.