Perspectiva Global Reportagens Humanas

Dia Mundial da População reforça direitos de mulheres e meninas

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a fístula obstétrica é uma das lesões mais graves e trágicas do parto. As três mulheres atendidas aqui estão aguardando para dar entrada para tratamento na Unidade de Fístula do Hospital Zalin…
UN Photo
De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a fístula obstétrica é uma das lesões mais graves e trágicas do parto. As três mulheres atendidas aqui estão aguardando para dar entrada para tratamento na Unidade de Fístula do Hospital Zalingei, no Sudão.

Dia Mundial da População reforça direitos de mulheres e meninas

ODS

Celebrado em 11 de julho, data ressalta equidade de gênero e direitos sexuais e reprodutivos; secretário-geral da ONU afirma que investimento em equidade melhora qualidade de vida em geral; diretora do Unfpa, em Genebra, lembra que desigualdade viola direitos femininos.

O Dia Mundial da População, marcado neste 11 de julho, destaca a importância da equidade de gênero. Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ressalta que alcançar a igualdade entre homens e mulheres ainda pode levar 300 anos, se nada for feito.

Guterres também alerta para o pouco progresso em saúde materna e planejamento familiar, afirmando que o investimento nessas áreas pode melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, comunidades e nações.

Dia Mundial da População reforça direitos de mulheres e meninas

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

Para Guterres, avançar nesta pauta e capacitar as mulheres para que façam suas próprias escolhas reprodutivas são medidas essenciais e centrais para alcançar todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A diretora do Fundo de População da ONU em Genebra, Suíça, falou à ONU News sobre quatro ideias fundamentais que devem ser pontos de reflexão neste Dia Mundial da População. 

Mónica Ferro adiciona que a desigualdade é prejudicial e viola direitos e escolhas de meninas e mulheres. Segundo ela, “investir na igualdade de gênero é investir no futuro comum”.

Financiamento deve reforçar ações que vêm sendo realizadas pelas autoridades de saúde e pela sociedade civil nas áreas dos direitos sexuais e reprodutivos de meninas e mulheres em situação de fragilidade.
Ocha/Rita Maingi
Financiamento deve reforçar ações que vêm sendo realizadas pelas autoridades de saúde e pela sociedade civil nas áreas dos direitos sexuais e reprodutivos de meninas e mulheres em situação de fragilidade.

Direitos sexuais e reprodutivos

Para o Unfpa, saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos para todos são a base de igualdade de gênero, dignidade e oportunidade. 

No entanto, mais de 40% das mulheres em todo o mundo não podem exercer o seu direito de tomar decisões tão fundamentais como ter ou não filhos. 

O Unfpa diz que empoderar mulheres e meninas, inclusive por meio da educação e do acesso à contracepção, é fundamentar para dar apoio em suas aspirações e a traçar o caminho de suas próprias vidas.

De acordo com a agência da ONU, a solução é clara: acelerar o avanço da igualdade de gênero, por meio do acesso à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos, educação aprimorada, políticas trabalhistas apropriadas e normas equitativas no local de trabalho e em casa, resultará em famílias mais saudáveis, economias mais fortes e sociedades resilientes.