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ONU pede investigação de naufrágio que matou pelo menos 78 na Grécia

Uma mulher usando um hijab azul está em pé sobre um muro de concreto com vista para o agitado Mar Mediterrâneo na ilha grega de Lesbos.
IOM/Amanda Nero Pelo menos 500 pessoas seguem desaparecidas no Mediterrâneo

ONU pede investigação de naufrágio que matou pelo menos 78 na Grécia

Direitos humanos

Cerca de 500 pessoas continuam desaparecidas desde que a embarcação virou na quarta-feira; a maioria dos passageiros eram mulheres e crianças; alto comissário de Direitos Humanos da ONU pede a países que abram mais rotas regulares de migração.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu um inquérito sobre o naufrágio de uma embarcação de pesca com centenas de pessoas em Pylos, na Grécia, na quarta-feira

Pelo menos 78 pessoas morreram e 500 seguem desaparecidas. Crianças e mulheres eram a maioria dos passageiros do barco que, segundo agências de notícias, havia zarpado da Líbia em direção à Europa.

Necessidade de inquérito

Turk quer que os responsáveis pelo naufrágio sejam levados à justiça. Ele enviou condolência às famílias das vítimas e declarou que a perda de vidas no Mar Mediterrâneo e uma tragédia terrível.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, fala durante uma entrevista.
Ohchr

Para o alto comissário o que ocorreu ressalta a necessidade de inquérito de casos com traficantes e contrabandistas de seres humanos. 

Ele também pediu aos países que abram mais rotas de migração regular.

Volker Turk afirma que os Estados devem aumentar sua responsabilidade, assegurar arranjos o desembarque seguro das pessoas resgatadas do mar. 

O alto comissário também falou sobre a necessidade de um monitoramento independente e de supervisão das políticas e práticas relacionadas à migração.