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ONU condena racismo, em campo na Espanha, contra jogador Vinícius Jr.

Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk
ONU/Violaine Martin
Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk

ONU condena racismo, em campo na Espanha, contra jogador Vinícius Jr.

Direitos humanos

Chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Volker Turk, disse nesta quarta-feira, que o abuso sofrido pelo atleta brasileiro revela a “prevalência do racismo no esporte”; ONU vai preparar orientações e diretrizes para federações esportivas e organizadores de eventos no setor.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, condenou nesta quarta-feira os ataques racistas ao jogador de futebol brasileiro Vinícius Junior.  No domingo, o atleta foi alvo do abuso, em campo, durante um jogo do Real Madrid, na Espanha.

Para Turk, o episódio é a prova do racismo no futebol.

Olhar rigoroso

O alto comissário afirmou que esse é um “lembrete alarmante da prevalência do racismo no esporte”. Falando a jornalistas, na sede da ONU em Genebra, Suíça, ele fez um apelo aos organizadores de eventos esportivos por “estratégias de prevenção e combate ao racismo”.

Volker Turk das afirmou que “muito mais precisa ser feito” para erradicar a discriminação racial.

O chefe de direitos humanos enfatizou que o primeiro passo deve ser ouvir os descendentes de africanos para que eles possam se “envolver significativamente tomando medidas genuínas para agir de acordo com suas preocupações”.

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Para Turk, é necessário olhar com bastante rigor a questão dos direitos humanos nos esportes, por uma ampla gama de perspectivas. Ele mencionou que seu escritório irá preparar nas próximas semanas um relatório sobre o tema.

Compreensão e inclusão

O objetivo é fornecer orientações e diretrizes de direitos humanos para federações esportivas e organizadores de eventos no setor. Segundo Turk, o esforço pode contribuir para o combate à discriminação e ao racismo e para avançar em inclusão e participação.

Para ele discriminação contra mulheres e pessoas lgbtqi+ também precisam ser respondidas no meio esportivo.

Um dia após o incidente na Espanha, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Audrey Azoulay, também se manifestou sobre o caso do atacante Vinicius Júnior.

Em uma declaração nas redes sociais, ela lembrou que o jogador brasileiro “foi alvo de calúnias racistas mais uma vez”.

Azoulay disse apoiar o desportista na “luta contra a discriminação e a intolerância” e que a “compreensão e a inclusão devem ser reafirmadas no coração de todos os estádios”.