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ONU celebra Dia Mundial defendendo saúde para todos

Uma enfermeira obstetra com um lenço azul claro na cabeça aconselha uma gestante com um lenço vermelho durante uma consulta pré-natal em um centro de saúde no Sudão.
Unicef/Mojtba Moawia Moawi Uma jovem mãe grávida é atendida para um check-up pré-natal em um centro de saúde no estado de Kassala, no Sudão

ONU celebra Dia Mundial defendendo saúde para todos

Saúde

Data aponta o desafio de alcançar 30% da população mundial sem acesso a serviços básicos; gastos elevados com tratamento colocam 2 bilhões em situação de pobreza; cidadãos de Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal incentivam prática de hábitos saudáveis.  

O Dia Mundial da Saúde 2023, comemorado neste 7 de abril, tem como lema “Saúde para Todos”.  

A data serve de oportunidade para motivar ações frente aos desafios atuais, como o fato de que 30% da população mundial não tem acesso a esse direito humano.  

Uma menina no Paquistão carrega uma criança menor enquanto espera em meio a uma tempestade de areia perto de uma clínica móvel de saúde apoiada pelo UNICEF em uma aldeia afetada por enchentes.
Unicef/Shehzad Noorani Uma família do vilarejo de Ismail Bhand, no Paquistão, severamente afetado pelas enchentes, dirige-se a uma clínica móvel de saúde durante uma tempestade de areia

Saúde e pobreza 

A celebração também marca os 75 anos de criação da Organização Mundial da Saúde, OMS, relembrando conquistas para o bem-estar da humanidade.  

A agência da ONU reforça que todos devem ter acesso aos serviços de saúde, sem que isso represente uma alta carga financeira.  

Os dados indicam que 2 bilhões de pessoas são lançadas na pobreza devido aos gastos com saúde. 

A ONU News ouviu algumas pessoas que decidiram se exercitar rumo a uma vida mais saudável. Hélder Mussa, de Maputo, Moçambique, ressaltou que atividades físicas ajudam o corpo e a mente. 

“Pratique exercícios físicos, eles são muito importantes para a nossa saúde, para manter a nossa mente sã”. 

Ronaldo Borges, do Rio de Janeiro, Bubacar Djau de Bissau e Bárbara de Lisboa também apresentam em suas respectivas cidades locais importantes para a prática de atividades benéficas para a saúde.

Cobertura universal 

Para tornar a saúde para todos uma realidade, a OMS defende que indivíduos e comunidades tenham acesso a serviços de alta qualidade, profissionais qualificados e cuidados centrados nas pessoas.  

A agência também pede políticas para investir na cobertura universal de saúde. 

Segundo a entidade, a sobreposição de crises sanitárias, humanitárias e climáticas, junto com restrições econômicas e guerra tornaram mais urgente a busca por saúde para todos.  

Sistemas de saúde fortes são necessários para oferecer cobertura universal e preparação para emergências. 

Uma enfermeira com EPI azul caminha por uma ala de um hospital com camas, em Janakpur, Nepal.
Unicef/Rupadhayay Uma enfermeira entra na enfermaria de um hospital em Janakpur, no distrito de Dhanusha, no sul do Nepal

Lacuna de 10 milhões de trabalhadores de saúde 

Aos governos, a OMS recomenda aumento do financiamento público dos sistemas de saúde e taxação de produtos como tabaco, álcool e combustíveis fósseis para gerar receitas.  

As projeções da agência apontam que, entre 2023 e 2030, haverá uma lacuna de 10 milhões de trabalhadores de saúde. Os governos são encorajados a investir em educação e geração de empregos no setor.  

A participação social de indivíduos, famílias e comunidades em decisões relevantes sobre saúde é outro ponto de destaque nas recomendações da agência da ONU.  

Na véspera do Dia Mundial da Saúde, a OMS divulgou uma lista com 90 filmes selecionados para o 4º Festival Saúde para Todos.  

Vídeos do Brasil 

Dentre eles estão produções realizadas em Serra Leoa, Chade, Nigeria, Indonésia, Tailândia, Ucrânia, dentre outros.  

Das nações de língua portuguesa, apenas o Brasil aparece na relação, com dois filmes selecionados. Portugal participa de uma coprodução juntamente com outros países europeus.  

O público tem até este 5 de junho para votar em suas obras preferidas. As categorias incluem temas como emergências, mudança climática e saúde sexual e reprodutiva.  

No júri, estão presentes celebridades como a atriz americana Sharon Stone, a ativista queniana Adelle Onyango e o ator mexicano Alfonso Herrera.