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Diagnóstico e tratamento podem evitar convulsões por epilepsia em 7 de cada 10 pessoas

Vista de cima para baixo de itens médicos, incluindo um termômetro, máscara facial, comprimidos e cápsulas, sobre um fundo amarelo.
© Unsplash/Volodymyr Hryshchenko Este 13 de fevereiro é o Dia Mundial de Combate à Epilepsia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o risco de morte prematura para quem vive com a doença é três vezes maior que no resto da população.

Diagnóstico e tratamento podem evitar convulsões por epilepsia em 7 de cada 10 pessoas

Saúde

Neste Dia Internacional de Combate à Epilepsia, Organização Mundial da Saúde pede mais medicamentos e recursos na resposta de governos em todo o mundo; 80% de pessoas que vivem com epilepsia estão em países de rendas média e baixa.

Este 13 de fevereiro é o Dia Mundial de Combate à Epilepsia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o risco de morte prematura para quem vive com a doença é três vezes maior que no resto da população.

O Dia Internacional, marcado toda segunda segunda-feira de fevereiro, é uma oportunidade de chamar a atenção para os cuidados com a epilepsia e como aumentar o acesso universal a quem precisa.

Um microbiologista de jaleco branco e máscara facial trabalha em um laboratório, utilizando uma alça de inoculação em uma bancada. O laboratório contém equipamentos como um sistema Bactec FX200, microscópios e uma cabine de segurança biológica.
© OMS/Etinosa Yvonne O diagnóstico e a oferta de medicamentos são foco de três áreas propostas pela OMS para combater a doença, que pode afetar pessoas em qualquer idade.

Medicamento crucial para evitar convulsões

O diagnóstico e a oferta de medicamentos são foco de três áreas propostas pela OMS para combater a doença, que pode afetar pessoas em qualquer idade.

Cerca de 50 milhões em todo o mundo têm a doença crônica do cérebro. É uma das enfermidades neurológicas mais comuns em todo o globo. E quase 80% das pessoas que vivem com a epilepsia estão em países de rendas baixa e média.

A OMS lembra que 70% das pessoas com a doença podem viver sem o risco de convulsões caso sejam diagnosticadas e tratadas corretamente. A agência da ONU estima que três quartos dos doentes que vivem em países de renda baixa não recebem o tratamento. E sem remédio, a pessoa fica exposta a convulsões, complicações e até à morte em caso de uma convulsão severa.

Um homem com camisa laranja e boné de beisebol segura um bebê em uma clínica no Haiti, enquanto outras pessoas aguardam nas proximidades.
© WHO/PAHO Apesar das campanhas de conscientização, a epilepsia ainda é alvo de discriminação, preconceito e estigmas em muitas partes do mundo. E esse comportamento, que já dura séculos, também afeta os familiares dos doentes.

Estigma e preconceito que afetam também as famílias

Apesar das campanhas de conscientização, a epilepsia ainda é alvo de discriminação, preconceito e estigmas em muitas partes do mundo. E esse comportamento, que já dura séculos, também afeta os familiares dos doentes.

A epilepsia é caracterizada por convulsões recorrentes que ocorrem em episódios breves de movimentos involuntários em alguma parte do corpo ou de todo o corpo. Em alguns casos, a pessoa pode ficar inconsciente e perder, temporariamente, o controle da bexiga ou do intestino.

A convulsão ocorre quando uma descarga excessiva elétrica acontece num grupo de células cerebrais. E partes diferentes do cérebro podem abrigar essa descarga. As convulsões variam desde lapsos muito curtos de atenção ou espasmos musculares até convulsões severas e prolongadas. E elas podem variar na frequência ocorrendo menos de uma por ano até várias por dia.

Um técnico de laboratório utiliza uma pipeta para aplicar uma amostra em uma lâmina de microscópio para coloração de Gram no laboratório de microbiologia dos Hospitais Universitários Obafemi Awolowo, na Nigéria.
© WHO/Etinosa Yvonne Um outro aspecto é sobre a existência da doença no mundo. Existem documentos que datam de pelo menos 4 mil anos antes de Cristo que dão conta sobre a doença.

Doença é documentada há milhares de anos

A OMS explica que uma convulsão apenas não significa epilepsia. Até 10% da população mundial terá pelo menos uma convulsão durante a vida. A doença é sim definida como tal quando o indivíduo tem duas ou mais convulsões sem causa aparente.  

Um outro aspecto é sobre a existência da doença no mundo. Existem documentos que datam de pelo menos 4 mil anos antes de Cristo que dão conta sobre a doença.

Especialistas da OMS afirmam que as características das convulsões dependem de onde no cérebro o distúrbio começa e como ele se espalha. Os sintomas temporários podem impactar visão, paladar e olfato, além de funções cognitivas e o humor da pessoa.

Quem vive com epilepsia costuma ter outros problemas físicos como fraturas e ferimentos que decorrem da queda. Outros sinais são níveis altos de ansiedade e depressão. Uma grande proporção de causas de morte está relacionada a quedas, afogamentos, queimaduras e convulsões prolongadas, especialmente em países pobres.

Anualmente, surgem 5 milhões de novos casos no mundo

Todos os anos, cerca de 5 milhões de pessoas são diagnosticadas com epilepsia. A taxa é quase três vezes maior nos países de baixa e média rendas com 139 casos para cada 100 mil indivíduos. Em economias de renda alta, são 49 para 100 mil pessoas.

A OMS acredita que o número mais alto se deve ao aumento crescente do risco de condições endêmicas como malária ou a neurocisticercose, a uma incidência mais alta de ferimentos em acidentes de trânsito, ferimentos relacionados ao parto e variações na estrutura médica, em programas preventivos e no acesso ao tratamento.

Conheça algumas causas e como prevenir:

    • É importante lembrar que a epilepsia não é contagiosa. Apesar de muitos mecanismos subliminares poderem levar à epilepsia, a causa da doença ainda é desconhecida em cerca de 50% dos casos em todo o mundo. A razão é dividida em categorias como estrutura, genética, infecção, metabolismo, imunidade e outras desconhecidas.
    • Alguns exemplos incluem: danos cerebrais de causas pré-natais ou perinatais como perda de oxigênio, trauma no parto e nascimentos abaixo do peso.
    • Anormalidades congênitas ou condições genéticas associadas à má formação do cérebro.
    • Uma infecção como meningite ou encefalite ou neurocistercose.
    • Um ferimento severo na cabeça.
    • Um derrame que impediu a quantidade de oxigênio chegar ao cérebro
    • Tumor cerebral
    • Segundo a OMS, cerca de 25% dos casos de epilepsia são potencialmente preveníveis.
    • Evitando os ferimentos na cabeça ao reduzir as quedas, acidentes de tráfego e acidentes em atividades esportivas.
    • Cuidados pré-natal reduzem ferimentos no parto; usos de medicamentos e outros métodos para baixar a temperatura de uma criança com febre pode cortar a chance de convulsões febris.
    • Evitar o uso de tabaco, álcool e qualquer outro comportamento de risco que possam levar a derrame, diabetes etc.
    • As infecções do sistema nervoso são causas comuns da epilepsia em áreas tropicais, que concentram muitos países de rendas baixa e média.
    • Eliminação de parasitas nesses ambientes e informação sobre como evitar as infecções podem ser formas eficientes de reduzir a epilepsia em todo o mundo.