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Chefe de direitos humanos da ONU faz votos por “empatia e unidade” em 2023

Chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, na capital ucraniana, Kyiv, no início de uma visita oficial ao país
Ohchr
Chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, na capital ucraniana, Kyiv, no início de uma visita oficial ao país

Chefe de direitos humanos da ONU faz votos por “empatia e unidade” em 2023

Direitos humanos

Em mensagem para o ano novo, Volker Turk pediu pela valorização da diversidade, respeito à natureza e pelo fim do discurso de ódio; para ele, “os direitos humanos são a força que pode nos unir”.

O alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, disse esperar que em 2023, quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos completar 75 anos, a união e a empatia prevaleçam no mundo.

Em mensagem para o Ano Novo, ele convida as pessoas a se respeitarem. Desde parentes, amigos, vizinhos até nas escolas e locais de trabalho, bem como no espaço virtual.

“Direitos humanos começam pequenos”

Volker Turk adicionou que essa abordagem dá significado à declaração de Eleanor Roosevelt: “Os direitos humanos começam por uma escala pequena”. A ex-primeira-dama e figura pública dos Estados Unidos foi fundamental na construção da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O alto comissário pediu que os direitos das mulheres sejam garantidos, inclusive na família, e para salvar a humanidade da discriminação. Segundo ele, “devemos abrir os olhos de nossos filhos para os erros do passado, incentivá-los a escrever uma história de esperança e a criar um mundo melhor".

Segundo Turk, esta reconstrução deve valorizar a diversidade, “entendendo que juntos somos mais fortes.”

Liberdade de expressão

Turk observa que as novas tecnologias expandem a possibilidade de liberdade de expressão. Ao mesmo tempo, ele alerta para a necessidade de proteger os usuários da internet do discurso de ódio e da desinformação.

Ele afirma que ao compartilhar nossos pontos de vista, mesmo em caso de desacordo, a diversidade de opiniões deve ser respeitada. Ele propõe abandonar a prática de usar rótulos “depreciativos”.

Para o alto comissário, “os direitos humanos são a força que pode nos unir”. Ele pediu ainda a proteção do ambiente e dos direitos humanos pelo benefício do futuro da humanidade, e reconhece que é preciso “coragem para ouvir o outro e não permanecer em silêncio quando testemunham violações”.