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Na COP15, países fazem acordo histórico para proteger a natureza

Uma arara vermelha empoleirada na copa verde de uma árvore.
Unsplash/Roberto Nickson Participantes concordaram em preservar um terço da natureza do planeta até 2030

Na COP15, países fazem acordo histórico para proteger a natureza

Clima e Meio Ambiente

Texto adotado nesta segunda-feira, em Montreal, inclui metas e ações para deter a perda da biodiversidade; agências da ONU esperam que acordo seja levado adiante.

Um acordo histórico para proteger a biodiversidade foi anunciado no encerramento da Conferência sobre Biodiversidade, COP15, em Montreal, no Canadá, na manhã desta segunda-feira.

Os países participantes concordaram em preservar um terço da natureza do planeta até 2030. Além de metas para a proteção de ecossistemas vitais, como florestas tropicais e pântanos, e os direitos dos povos indígenas.

Um grande e colorido edifício de vidro em Montreal com uma placa da COP15 na frente, com uma multidão de pessoas reunidas do lado de fora em um dia de inverno.
CBD Acordo histórico para proteger a biodiversidade foi anunciado no encerramento da Conferência sobre Biodiversidade, COP15, em Montreal

Sobre o acordo

O texto adotado do Quadro de Biodiversidade Global de Kunming-Montreal inclui várias metas importantes que enquadram as ações a serem tomadas agora para deter a perda desenfreada de biodiversidade, como será o financiamento e como o progresso será monitorado e relatado.

Principais pontos:

  • Manter, melhorar e restaurar ecossistemas, incluindo deter a extinção de espécies e manter a diversidade genética.
  • "Uso sustentável" da biodiversidade, essencialmente garantindo que espécies e habitats possam continuar fornecendo os serviços para a humanidade, como alimentos e água potável.
  • Garantir que os benefícios dos recursos da natureza, como remédios que vêm de plantas, sejam compartilhados de forma justa e igualitária e que os direitos dos povos indígenas sejam protegidos.
  • Investir e colocar recursos na biodiversidade: garantir que o dinheiro e os esforços de conservação cheguem aonde são necessários.

A biodiversidade está realcionad a todos os seres vivos e à maneira como estão conectados em uma complexa teia de vida que sustenta o planeta.

Cientistas alertaram que, com a perda de florestas em taxas sem precedentes e os oceanos sob pressão da poluição, os humanos estão empurrando a Terra para além dos limites seguros.

Isso inclui o aumento do risco de doenças, como SARs CoV-2, Ebola e HIV, que se espalham de animais selvagens para populações humanas.

Segundo o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, a comunidade global se uniu e concordou com um caminho ambicioso. Mas, agora, é preciso levar adiante essa visão.

Através da iniciativa “Pnud Nature Pledge”,  ou a Promessa da Natureza do Pnud, a agência, juntamente com o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, e outros parceiros, está comprometida com as mudanças que podem transformar o rumo da crise da natureza. Agora, mais de 140 países serão apoiados.

O Secretário-Geral António Guterres e Inger Andersen do PNUMA realizam uma conferência de imprensa na Conferência da ONU sobre a Biodiversidade de 2022 (COP15), em Montreal, Canadá.
ONU/Evan Schneider O secretário-geral António Guterres (centro) realiza coletiva de imprensa ao lado de Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) na Conferência de Biodiversidade COP15 em Montreal, Canadá.

Aposta no futuro

Para o Pnud, o acordo é “um momento histórico de reconhecimento dessa verdade e um momento que, se respondido com as ações previstas, pode definir um rumo para um futuro próspero em um planeta saudável, que não deixa ninguém para trás”.

O líder da agência da ONU, Achim Steiner, acredita que parcerias nacionais, alcance global e suporte técnico são fundamentais para mobilizar a ação decisiva para enfrentar as crises planetárias.

Já a diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, também elogiou a adoção do documento. Para ela, isso representa apenas um primeiro passo para redefinir o relacionamento das pessoas com o mundo natural.

Andersen destacou que “as ações que realizamos pela natureza são ações para reduzir a pobreza, para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável melhorar a saúde humana.”