Doadores ajudam agência da ONU com mais recursos para o combate à Aids

Unaids divulgou um relatório mostrando que a resposta ao HIV estava em perigo com a crise do Covid e a guerra na Ucrânia
UNAIDS
Unaids divulgou um relatório mostrando que a resposta ao HIV estava em perigo com a crise do Covid e a guerra na Ucrânia

Doadores ajudam agência da ONU com mais recursos para o combate à Aids

Ajuda humanitária

Países Baixos e Alemanha anunciaram financiamento adicional, além do que já foi prometido; resposta ao HIV está em perigo com a crise do Covid e a guerra na Ucrânia; em 2021, uma pessoa morreu a cada minuto de uma doença relacionada à Aids.

Os principais doadores do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, anunciaram um aumento no financiamento para apoiar o trabalho da agência. O objetivo é erradicar a Aids até 2030.

Em julho, o Unaids divulgou um relatório mostrando que a resposta ao HIV estava em perigo com a crise do Covid e a guerra na Ucrânia colocando pressão ainda maior. No ano passado, uma pessoa morreu, a cada minuto, de uma doença relacionada à Aids. E, a cada dois minutos, uma jovem foi infectada pelo vírus.

Mulher é testada para HIV na Índia
© UNICEF/Soumi Das
Mulher é testada para HIV na Índia

Mais recursos

Durante um diálogo na sede do Unaids em Genebra, os Países Baixos e Alemanha anunciaram recursos adicionais, além dos já prometidos.

A Alemanha prometeu um adicional de € 0,5 milhão. Já os Países Baixos sinalizaram um adicional de € 3 milhões e anunciaram um aumento no financiamento de 15% além de um acordo plurianual com o Unaids para garantir financiamento para 2023-2025.

A diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima, alerta que o HIV continua sendo uma pandemia mortal. Ela contou que a agência “desenvolveu uma estratégia que ajudará no caminho para acabar com a Aids, salvando a vida de milhões de pessoas, acabando com as desigualdades que impulsionam as pandemias e construindo sistemas de saúde mais fortes”, ressaltando a importância do financiamento para isso aconteça.

Grupos vulneráveis são os mais afetados

A vice-ministra holandesa de Cooperação para o Desenvolvimento Kitty van der Heijden, afirma que “ter um Unaids totalmente financiado é importante porque a Aids ainda é uma epidemia para a qual não há vacina nem cura, mas é uma epidemia que podemos tratar”.

Ela ressaltou que a Aids “afeta os mais vulneráveis, os mais marginalizados, os mais oprimidos, e é aí que o Unaids desempenha um papel fundamental”.

A agência da ONU está trabalhando com suas 11 organizações co-patrocinadoras, combinando uma gama de conhecimentos técnicos, trabalho intersetorial e alcance político necessários para colocar a resposta de volta nos trilhos.

O investimento agora é essencial para atingir a meta de acabar com a Aids até 2030. A falta de investimento prolongará a epidemia indefinidamente com custos crescentes no futuro.

A diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima.
Foto ONU/Amanda Voisard
A diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima.

Dia Mundial de Combate à Aids

Todos os anos, em 1º de dezembro, a ONU marca o Dia Mundial de Combate à Aids. Em 2022, o Unaids chama a atenção para as desigualdades que estão impedindo o progresso na erradicação da doença.

O lema “Equalizar” é um apelo à ação. É um estímulo para que todos trabalhem pelas ações práticas comprovadas necessárias para lidar com as desigualdades e ajudar a acabar com a aids.

Após quatro décadas de resposta ao HIV, as desigualdades ainda persistem nos serviços mais básicos, como testagem, tratamento e preservativos, e ainda mais nas novas tecnologias.