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Quatro pessoas estão em pé em frente a uma cerca de arame farpado na Cisjordânia, com uma sacola branca de ajuda humanitária da UNRWA visível.

Restrições na Cisjordânia custaram US$ 50 bilhões nos últimos 22 anos

Unrwa/Isabel de la Cruz Restrições na área incluem regime de autorizações rigoroso, controles burocráticos e postos

Restrições na Cisjordânia custaram US$ 50 bilhões nos últimos 22 anos

Desenvolvimento econômico

Estimativa consta do relatório “Custos econômicos da ocupação israelense para o povo palestino: o preço das restrições adicionais na Área C, 2000-2020”; produção do estudo envolveu Unctad e Assembleia Geral.

Um novo relatório das Nações Unidas revela que restrições econômicas na Cisjordânia chegaram a US$ 50 bilhões entre 2000 e 2022.

O estudo recomenda o fim da ocupação da Área C da Cisjordânia e Jerusalém Oriental por um desenvolvimento sustentável do Território Palestino. A medida permitiria que a economia da região aumentasse várias vezes.

Restrições adicionais

O relatório “Custos econômicos da ocupação israelense para o povo palestino: o preço das restrições adicionais na Área C, 2000-2020” é uma parceria do Escritório da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad,  e a Assembleia Geral.

A estimativa é que a cada ano, o custo das restrições adicionais à área particular chegue a US$ 2,5 bilhões. Cisjordânia e Faixa de Gaza são administras por grupos palestinos.

Três mulheres vestidas de preto caminham por uma estrada de terra ao lado de uma grande barreira de segurança de concreto com uma torre de vigia, situada em uma paisagem árida e montanhosa.
Irin/Shabtai Gold Mulheres palestinas passam pela barreira de Israel perto de Ramallah, na Cisjordânia

Cerca de 70% da Área C está nos limites de conselhos regionais de assentamentos. O Produto Interno Bruto, PIB, das terras palestinas e dos recursos naturais é visto como um “indicador do peso significativo suportado pelas populações com o surgimento e crescimento contínuo dos assentamentos.”

A série de restrições na área incluem a proibição da importação de certas tecnologias e insumos, um regime de autorizações rigoroso, controles burocráticos e postos, portões, montes de terra, bloqueios de estradas e trincheiras além do muro.

Contribuição anual

Autoridades de Israel são acusadas de facilitar a expansão dos assentamentos com restrições adicionais às atividades econômicas palestinas na Área C, além das que foram impostas nas Áreas A e B.

O Muro de Separação na Cisjordânia, com uma cidade e colinas ao fundo.
ONU News/Shirin Yaseen Muro da separação na Cisjordânia

O relatório estima o custo dessas restrições em particular em 25% do PIB da Cisjordânia. A contribuição anual desses assentamentos para a economia da potência ocupante em US$ 41 bilhões ou 227% do PIB total palestino em 2021.

O valor que consta do relatório representa apenas uma fração do custo da ocupação israelense da Área C e Jerusalém Oriental, que “é em si uma pequena fração do custo econômico total imposto pela ocupação ao povo palestino na Cisjordânia e em Gaza.

A ONU ressalta como o acesso palestino a toda a Área C é necessário para o desenvolvimento sustentável e para o surgimento de um Estado Palestino viável e contíguo baseado na solução de dois Estados: um israelense e outro palestino.

O relatório enfatiza  a necessidade de suspender todas as restrições à atividade econômica palestina na Área C.