General brasileiro reforça ação pela paz após novos ataques na RD Congo

Oficial morto nesta semana era do batalhão paquistanês
Monusco/Kevin Jordan
Oficial morto nesta semana era do batalhão paquistanês

General brasileiro reforça ação pela paz após novos ataques na RD Congo

Paz e segurança

Kivu do Sul registra semana de ataques e morte de um oficial em bases das Nações Unidas; tropas do comandante Marcos Affonso da Costa acompanha atividades de resposta em parceria com o Exército nacional congolês.

Grupos armados na República Democrática do Congo realizam ataques fatais a soldados de paz usando como pretexto o momento da desmobilização, segundo líder da força da Missão da ONU no país, Monusco.

O general brasileiro Marcos Affonso da Costa reitera o empenho das forças internacionais de proteger os civis, principalmente na região leste. Um oficial foi morto nesta semana, na atuação de boinas-azuis para conter a ação de mais de 100 grupos.  Da RD Congo, ele contou à ONU News como está a situação.

Vida comunitária

“Do dia 30 de setembro para 1º de outubro, uma base nossa que é guarnecida pelo Batalhão de Infantaria do Paquistão, em Minembwe, na província de Kivu do Sul, foi atacada por um grupo armado chamado Twirwaneho atuando naquela região. Alguns elementos anunciaram que iriam se render e passar pelo processo de desmobilização em curso aqui no país. Uma das soluções para o problema de segurança no Congo é desmobilização, desarmamento e reinserção desses grupos na vida comunitária. Quando se aproximaram da base atacaram e mataram um dos nossos militares do batalhão paquistanês.”

A resposta das forças internacionais ao ataque foi o reforço de uma patrulha conjunta com Forças Armadas. 

Monusco quer reforço da vigilância em áreas onde ocorrem ataques
Monusco
Monusco quer reforço da vigilância em áreas onde ocorrem ataques

“No dia seguinte, nós desdobramos, não só o reforço do próprio batalhão, mas também a nossa companhia de forças especiais da Guatemala. Desde então, no sábado, eles vêm com suas ações no sentido de auxiliar as Forças Armadas do Congo, para que capturem os responsáveis, como também realizarem operações no sentido de neutralizar esses grupos, esse grupo armado e a outros que atuam naquela região.”

Atos de retaliação marcaram a quarta-feira. A base foi atacada, novamente, por elementos armados em maior número. A resposta envolve o reforço da vigilância nessas áreas, como lembrou o general brasileiro Marcos Affonso da Costa.

Efetivos das Nações Unidas

“Desta vez , como a base estava bem defendida, é evidente, que eles não conseguiram se aproximar da base. Foram rechaçados e nós continuamos em operações lá em Minembwe. Estou indo para região, não somente para acompanhar as operações em curso, mas também para prestar minha homenagem no sábado, 8 de outubro, para o batalhão do Paquistão, todos os boinas-azuis daquele país e os nossos efetivos das Nações Unidas.”

Os atos são acompanhados pelo deslocamento da população para os assentamentos muitas vezes já lotados.

Ao todo, a contribuição do Brasil  na atuação  no país africano é com 20 especialistas especializados na selva.