Dia Internacional da Paz quer acelerar o fim do racismo BR

Dia Internacional da Paz pede cessar-fogo de 24 horas
UN Photo/Manuel Elias
Dia Internacional da Paz pede cessar-fogo de 24 horas

Dia Internacional da Paz quer acelerar o fim do racismo

Paz e segurança

Data é celebrada em 21 de setembro e cessar-fogo de 24 horas é esperado; secretário-geral da ONU afirma que racismo rouba direitos e dignidade; tradicional Cerimônia do Sino na sede em Nova Iorque foi antecipada por coincidir com Debate Geral da Assembleia Geral.

As Nações Unidas marcam neste 21 de setembro o Dia Internacional da Paz. Com o tema “Acabar com o racismo, construir a paz” a data pretende derrubar as estruturas que sustentam o racismo e promover os direitos humanos.

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou o apelo pelo tradicional cessar-fogo de 24 horas e afirmou esperar que as pessoas façam mais que baixar as armas e sejam capazes de construir laços de solidariedade.

Dia Internacional da Paz quer acelerar o fim do racismo

Derrotar os verdadeiros inimigos

Para o chefe da ONU, ao invés de conflitos entre povos, a sociedade deve trabalhar para derrotar os verdadeiros inimigos: racismo, pobreza, desigualdade, conflito, crise climática e pandemia de Covid-19.

Sobre o tema, Guterres afirma que o racismo rouba direitos e dignidade, além de agravar desigualdades e a desconfiança em momento em que “deveríamos nos unir, enquanto família humana, para restaurar o nosso mundo fraturado”.

Anualmente, a data é celebrada com a tradicional Cerimônia do Sino da Paz, na sede da ONU em Nova Iorque. Este ano, por coincidir com o Debate Geral da 77ª sessão da Assembleia Geral, o ato foi antecipado para última sexta-feira, 16 de setembro.

Na ocasião, António Guterres afirmou que a tarefa de construir a paz é de todos e pediu pelo fim de todas as formas de discriminação, do racismo e do discurso de ódio.

O Dia Internacional da Paz foi estabelecido em 1981 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Duas décadas depois, em 2001, o órgão votou por unanimidade para marcar a data como um período de não-violência e cessar-fogo.