Bachelet pede cooperação de Israel para emissão de vistos para equipe de direitos humanos
Situação obrigou 15 funcionários internacionais a deixarem os territórios palestinos há dois anos; para chefe de direitos humanos, processo de entrada de funcionários de seu escritório não impedirá acompanhamento e relato de casos.
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, declarou esta terça-feira que as autoridades israelenses estão negando a entrada de funcionários de seu escritório.
A chefe de Direitos Humanos destacou que a recusa de Israel em emitir ou renovar vistos para que o pessoal de seu escritório operem em territórios palestinos não impedirá que continue o acompanhamento e o relato da situação no local.
Saída após mais de 20 anos
Uma nota emitida em Genebra explica que em 2020, os 15 funcionários internacionais que operavam no escritório em territórios palestinos há 26 anos “não tiveram escolha, a não ser sair”.
Bachelet disse que vários pedidos subsequentes de vistos e renovações ficaram sem resposta por dois anos. Durante esse período, a alta comissária diz que “tentou encontrar uma solução para essa situação, mas Israel continua se recusando a se envolver”.
Ela disse que como Estado-membro, as autoridades israelenses devem cooperar de boa-fé com as Nações Unidas concedendo a seus funcionários os privilégios e as imunidades necessárias para que exerçam suas funções de forma independente.
Imigração
O processo inclui a “obrigação de isentar os funcionários de restrições à imigração e de lidar com os pedidos de vistos” para funcionários da organização, o mais rápido possível.
Para Bachelet, a recusa levanta a questão do que “exatamente as autoridades israelenses estão tentando esconder”. Michele Bachelet enfatiza que, entre outras, a tarefa dos funcionários da ONU é monitorar as violações dos direitos humanos.