Na Ucrânia, Guterres discute esforços para acabar com a guerra BR

Guterres falou a jornalistas, na cidade de Lviv, acompanhado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e do presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan
ONU/Mark Garten
Guterres falou a jornalistas, na cidade de Lviv, acompanhado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e do presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan

Na Ucrânia, Guterres discute esforços para acabar com a guerra

Paz e segurança

Secretário-geral falou a jornalistas ao lado do presidente do país, Volodymyr Zelensky e do chefe de Estado da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que também participa da reunião; líder da ONU elogiou multilateralismo que levou ao acordo para liberar saída de grãos e cereais da Ucrânia para o mundo.

O líder das Nações Unidas, António Guterres, voltou a pedir o fim da guerra na Ucrânia. Para ele, as pessoas precisam da paz em linha com a Carta da ONU e a lei internacional.

Guterres falou a jornalistas, na cidade de Lviv, acompanhado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e do presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan. Segundo ele, os três líderes debateram os esforços para alcançar a paz.

Guterres falou a jornalistas, na cidade de Lviv, acompanhado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
ONU/Mark Garten
Guterres falou a jornalistas, na cidade de Lviv, acompanhado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

Acordão de grãos, vitória do multilateralismo

O secretário-geral saudou a cooperação e a vitória do multilateralismo que possibilitou um acordo para a saída de grãos dos portos da Ucrânia. Mas para ele, o centro do problema é a guerra que continua.

Guterres voltou a dizer que a invasão da Rússia é uma violação da integridade territorial da Ucrânia e que viola a Carta da ONU.

O conflito, iniciado em 24 de fevereiro, está levando a inúmeras mortes, destruição massiva e ao deslocamento de milhões de pessoas além de violações dramáticas dos direitos humanos.

PMA ressalta que abertura dos portos ucranianos do Mar Negro é o passo mais importante no combate à fome no mundo
Ocha/Levent Kulu
PMA ressalta que abertura dos portos ucranianos do Mar Negro é o passo mais importante no combate à fome no mundo

Jovens querem futuro pacífico e de oportunidades

Para o secretário-geral, a paz ansiada pelos ucranianos reflete as aspirações das pessoas de todo o mundo, principalmente dos jovens que querem um futuro de oportunidades e sem violência.

António Guterres afirmou que está gravemente preocupado com a situação na usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa.

Ele disse que o bom senso deve prevalecer para evitar qualquer ação que possa colocar em perigo a integridade física e a segurança da instalação.

Nas últimas semanas, bombardeios perto de Zaporizhzhia soaram o alarme de riscos atômicos no local
Unsplash/Yehor Milohrodskyi
Nas últimas semanas, bombardeios perto de Zaporizhzhia soaram o alarme de riscos atômicos no local

Missão da Aiea à Zaporizhzhia

Para o chefe da ONU, é necessário um acordo urgente para restabelecer Zaporizhzhia como uma infraestrutura puramente civil levando segurança à área.

Os arredores da usina foram alvos de vários bombardeios na última semana. E, em um deles, um dos reatores foi desligado.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, está em contato com Ucrânia e Rússia e já informou que está pronta para enviar uma missão técnica ao local para avaliar a situação da segurança nuclear.

Para Guterres, a vitória da diplomacia e do multilateralismo que levou ao acordo da Iniciativa de Grão do Mar Negro é uma prova de que é possível alcançar consensos.

Navio sai do porto de Odesa após a autorização do Centro de Coordenação Conjunta, estabelecido no âmbito da Iniciativa de Grãos do Mar Negro
Ocha/Saviano Abreu
Navio sai do porto de Odesa após a autorização do Centro de Coordenação Conjunta, estabelecido no âmbito da Iniciativa de Grãos do Mar Negro

Acordo de grãos para reverter crise global de alimentos

O chefe da ONU afirmou que desde o início da guerra, ele tem sido claro de que não é possível conseguir uma solução para a crise global de alimentos sem assegurar o acesso total à produção de alimentos e fertilizantes da Rússia e da Ucrânia.

Em menos de um mês, desde o acordo, 21 navios já deixaram os portos da Ucrânia carregados de cereais, e 15 embarcações zarparam de Istambul para a Ucrânia transportando grãos e outros itens alimentares.

Uma das áreas beneficiadas pela medida e que poderá continuar recebendo os cereais da Ucrânia é o Chifre da África.