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OMS defende criação de mais vacinas para combater resistência antimicrobiana BR

Frascos e seringas da vacina SARS-CoV-2 expostos em frente às suas embalagens, sobre um fundo branco.
SinoPharm OMS:pandemia mostra que é possível acelerar pesquisa e produção de imunizantes

OMS defende criação de mais vacinas para combater resistência antimicrobiana

Saúde

Primeiro relatório sobre o tema pede mais pesquisas e investimentos; agentes patogênicos bacterianos resistentes a antimicrobianos podem ser combatidos com novas imunizações, segundo a agência que aposta em melhor uso pelos países de vacinas que já existem.

A Organização Mundial da Saúde afirma que as vacinas são meios altamente efetivos para combater a resistência antimicrobiana, que ocorre quando patógenos bacterianos não respondem a imunizações e outros medicamentos.

Para a agência da ONU, é preciso investir em pesquisa e mais vacinas que possam ajudar a resolver o problema da incidência e propensão a infecções. A OMS lembra que o consumo desnecessário de antibióticos é uma das causas da resistência também conhecida como AMR, na sigla em inglês.

Risco de morte, preocupação de saúde pública

A resistência antimicrobiana ocorre quando a bactéria, os vírus, fungos e parasitas se transformam com o tempo e não respondem mais ao medicamento. Com isso, as infecções se tornam ainda mais difíceis de curar e tratar, e o risco de disseminação da doença aumenta incluindo o de morte.

Uma cientista de jaleco e máscara trabalha com equipamentos e frascos de laboratório.
MPP/WHO/Rodger Bosch Centro de transferência de tecnologia de mRNA na África do Sul, um dos países selecionados para estabelecer a produção de vacinas de mRNA.

Para a OMS, esta é uma pandemia silenciosa que representa uma grande preocupação de saúde pública. As infecções bacterianas resistentes estão associadas com quase 5 milhões de mortes por ano, e mais de 1,2 milhão desses óbitos estão diretamente atribuídos à resistência antimicrobiana.

O relatório lista 61 candidatos à vacina incluindo várias que se encontram numa etapa final de desenvolvimento, ainda que muitas não estejam prontas num futuro próximo.

Acesso paritário e global para as vacinas

A prevenção de infecções por meio de imunização reduz o uso de antibióticos como um dos maiores causadores da resistência. Dentre os seis maiores agentes patogênicos que levam à morte por causa da AMR, existe vacina apenas contra um: a doença pneumocócica.

A OMS também pediu acesso paritário e global para as vacinas que já existem no mercado incluindo imunizantes contra quatro agentes patogênicos prioritários entre eles tuberculose, febre tifoide e a doença pneumocócica.

O estudo da OMS também examina os desafios que novas vacinas podem encarar para os patógenos associados com infecções hospitalares.

Aprender as lições da vacina contra Covid-19 e acelerar pesquisa

Existe uma Barreira para definir os públicos-alvo dentre tosos os pacientes internados, o custo e complexidade de ensaios de vacinas e a falta de uma regulação ou de um precedente de política para vacinas contra infecções.

Profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual examinam um viajante com um scanner térmico em um aeroporto na Tailândia durante a pandemia de COVID-19.
OMS/P. Phutpheng Casos fatais de Covid-19 são altos em países e populações com menos acesso às vacinas.

A agência da ONU lembra que desenvolver um imunizante é caro e cientificamente desafiador, o que também leva tempo. A diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Biológicos da OMS, Kate O’Brien, diz que é preciso aprender com as lições da vacina para a Covid-19 e acelerar a pesquisa de vacinas que responsam à resistência antimicrobiana.