Lisboa finaliza preparativos para abordar oportunidades geradas por oceanos
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24 junho 2022

Mundo chega ao Altice Arena, conhecido por acolher maiores eventos da capital portuguesa; ONU News acompanha últimos retoques no local, em Lisboa, às vésperas da abertura da 2ª. Conferência dos Oceanos.

A capital de Portugal está recebendo um grande fluxo de visitantes para a segunda Conferência dos Oceanos, que começa nesta segunda-feira, em Lisboa. Nas ruas, nos hotéis e no Aeroporto de Lisboa, o movimento é comparado ao de grandes eventos desportivos.  

Mas desta vez, os participantes são líderes internacionais, diplomatas e membros da sociedade civil, acadêmicos e ativistas. No Altice Arena, o local do evento, acontecem os últimos retoques. Nos bastidores, funcionários e voluntários dão forma ao plano, que começou antes da pandemia, para acomodar as conversações que decidirão o mapa de navegação sobre o futuro dos oceanos. 

Ambiente  

A ONU News  chegou ao local nesta quinta-feira e conheceu Joana, de 23 anos, uma das envolvidas na entrega de credenciais aos participantes. Ela fala da expectativa de acolher as cerca de 12 mil pessoas no Parque das Nações.  

“Apesar de a conferência ainda não ter começado, está um ambiente muito tranquilo, digamos assim. É interessante ver diferentes culturas e falar com diferentes pessoas de diversos pontos do mundo. Estou a gostar bastante.” 

Já o jovem angolano José Ribeiro, que vive na Itália, diz que tem maior interesse no evento por fazer parte de uma geração inspirada em explorar os mares no que ainda há por descobrir, nas suas aventuras e mistérios.  

Descobertas  

Plástico e lixo no geral prejudicam 600 espécies marinhas.
Foto: Unsplash/Angela Compagnone
Plástico e lixo no geral prejudicam 600 espécies marinhas.

“Vamos falar primeiro do azul do oceano. Transmite paz para nós. Não somente para nós, mas para a humanidade em si. Uma pesquisa diz que a cor azul dá um tom novo ao ciclo de vida em si. No concernente ao ciclo de vida em si, todas as coisas nesta vida têm papel importante. O oceano tem o seu. Ainda temos muito por descobrir lá.  Da terra conhecemos muito, mas do oceano não.” 

Quando o tema é impulsionar a economia gerada pelos mares e seus recursos, o motorista brasileiro Marco vê uma oportunidade para recomeçar a vida. Ele chegou há um mês e meio a Portugal, sobrevivendo do estágio mais grave da pandemia.  

Uma mochila é tudo o que ele tem por perto, enquanto vai buscando um canto e um trabalho antes de trazer a família ao país. Ele diz que Portugal abre oportunidades de emprego e uma economia estimulada também pelos oceanos, pode gerar benefícios. 

“Para todo o mundo, ele é bom: animais, seres humanos e para o clima. Para todo o mundo. Todo o mundo precisa do oceano para manter a relação certa com a Terra. Fica bem para todo o mundo que o oceano seja preservado.”  

A Conferência dos Oceanos da ONU busca mais colaboração global para a defesa e preservação dos mares. Os organizadores, ONU, Portugal e Quênia reforçam o apelo à ação na cidade que será ainda palco de negociações para uma economia azul verdadeiramente sustentável. 

Olhando para o futuro, as adolescentes Melissa e Tatiana acreditam que gerações mais novas podem ter maior papel protegendo o planeta.  E, segundo elas, as ações para esse propósito são simples. 

Lixo marinho, incluindo plástico, papel e madeira, acaba indo para as profundezas dos oceanos.
Foto: UN News/Laura Quinones
Lixo marinho, incluindo plástico, papel e madeira, acaba indo para as profundezas dos oceanos.

“Na praia podemos levar um saquinho de lixo para pôr as coisas. Para não deixar o lixo. Lixo no lixo. E isso é importante para preservar o planeta terra. O aquecimento global está aí e o planeta vai começar a aquecer cada vez mais.”  

As sirenes tocam com mais frequência anunciando a chegada de representantes à capital portuguesa, incluindo líderes globais, que atuarão no Parque das Nações. 

A Altice Arena é conhecida por acolher os maiores concertos da capital portuguesa.  

Uma das inovações é que as multidões começam a chegar pisarão um tapete criado a partir de sobras de tecido da indústria têxtil. 

*Reportagem de Leda Letra e Eleutério Guevane, em Lisboa 

 

 

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