Campanha busca fundos para impedir derramamento de navio petroleiro no Iêmen
BR

14 junho 2022

Embarcação, abandonada na costa do Iêmen, tem combustível capaz de causar grande desastre ambiental; operação de resgate é estimada em US$ 144 milhões; iniciativa quer levantar US$ 5 milhões com sociedade civil; Arábia Saudita e EUA devem contribuir; extensão da trégua no país faz avançar discussões para abertura de estradas.

O coordenador residente e humanitário das Nações Unidas para o Iêmen, David Gressley, anunciou uma campanha para levantar fundos adicionais para transferir petróleo da embarcação FSO Safer para um local temporário mais seguro.

Os detalhes foram explicados pelo porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric. O navio, abandonado na costa do Iêmen, carrega quatro vezes a quantidade de óleo derramado no desastre do Exxon Valdez em 1989. O acidente ambiental, no Alasca, foi um dos maiores da história. 

Coordenador residente e humanitário das Nações Unidas para o Iêmen, David Gressley, anuncia campanha para levantar fundos adicionais para transferir petróleo da embarcação FSO Safer para um local temporário mais seguro
@UNinYemen
Coordenador residente e humanitário das Nações Unidas para o Iêmen, David Gressley, anuncia campanha para levantar fundos adicionais para transferir petróleo da embarcação FSO Safer para um local temporário mais seguro

Explosão iminente

O petroleiro em estado precário pode sofrer rompimentos ou explosões a qualquer momento. Segundo Dujarric, a ONU levantou três quartos do valor necessário para iniciar as operações, estimado em US$80 milhões de dólares.

Agora, as Nações Unidas pedem US$ 5 milhões ao público, o equivalente a um quarto da diferença restante.

A campanha já está aceitando doações. De acordo com Gressley, além de falar com a sociedade civil, o trabalho também serve para enviar uma mensagem aos Estados-membros e empresas privadas que ainda não contribuíram.

Um total de US$ 144 milhões é necessário para o plano de resgate do Safer, coordenado pela ONU.

O porta-voz também anunciou que tanto a Arábia Saudita como os Estados Unidos devem contribuir com US$ 10 milhões.

O pedido de assistência feito em maio, nos Países Baixos, ou Holanda, arrecadou até o momento US$ 33 milhões. De acordo com o chefe do Sistema da ONU para o Iêmen, o principal desafio agora “não é mais político, de segurança ou operacional. É falta de recursos.”

Crianças sentadas em uma antiga sala de aula em uma escola destruída na cidade de Saada, no Iêmen. Elas agora frequentam a escola em uma tenda do Unicef
© Ocha/Giles Clarke
Crianças sentadas em uma antiga sala de aula em uma escola destruída na cidade de Saada, no Iêmen. Elas agora frequentam a escola em uma tenda do Unicef

Trégua

Após o anúncio da extensão de trégua no Iêmen por mais dois meses, o enviado especial ao país, Hans Grundberg, visitou a capital Sanaa na semana passada para discutir, entre outras questões, a proposta de reabertura das principais estradas em Taiz e outras cidades.

Grundberg espera, em breve, uma resposta do governo sobre as recomendações da ONU. A proposta inclui preocupações das partes no conflito durante as negociações que começaram em Amã, Jordânia, em maio.

O representante da ONU explica que a abertura de estradas é uma medida para aliviar o sofrimento dos iemenitas, além facilitar a liberdade de movimento das pessoas.

O enviado especial continua cooperando com todos para implementar os elementos previstos na trégua beneficiando mulheres, homens e crianças iemenitas.

Ele ainda deve seguir se engajando nas próximas etapas para consolidar as oportunidades oferecidas pela trégua que levem à paz no Iêmen.

 

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