Boina-azul do Zimbábue vai receber o Prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero
BR

24 maio 2022

Chefe da ONU diz que major Winnet Zharar evidenciou papel inestimável de mulheres em missões de paz; ela serviu como observadora militar na Missão de Paz das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss.

A boina-azul Winnet Zharare, do Zimbábue, é o Prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero 2021.

Ela serviu como observadora militar na Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, entre 2021 e este ano.

Comandantes   

Criado em 2016, o reconhecimento é atribuído pela “dedicação e o esforço de um militar individual de manutenção da paz individual na promoção dos princípios da Resolução de Segurança 1325 da ONU sobre mulheres, paz e segurança”.

Secretário-geral ressalta que  exemplo da premiada mostra como todos ganham com mais mulheres na tomada de decisões e a paridade de gênero
ONU//Gregorio Cunha
Secretário-geral ressalta que exemplo da premiada mostra como todos ganham com mais mulheres na tomada de decisões e a paridade de gênero

 

Com a patente de major, Zharare receberá o prêmio das mãos do secretário-geral António Guterres, nesta quinta-feira, numa cerimônia antecipada para marcar o Dia Internacional dos Boinas-Azuis, que é celebrado em 29 de maio.

A distinção já foi atribuída a duas brasileiras. A capitão-de-corveta Márcia Braga, em 2018, e à comandante Carla Monteiro de Castro Araújo, em 2019. Naquele ano, o prêmio foi partilhado com a major indiana Suman Gawani. Em 2020 foi a vez da queniana Steplyne Nyaboga.

A indicação dos candidatos ao prêmio  é feita por chefes e comandantes das Forças de Operações de Paz das Nações Unidas.

Confiança 

Pela atribuição do prêmio neste ano,  António Guterres elogiou Winnet Zharare por ser um modelo e pioneira em suas funções.  
Guterres destaca o serviço dela e o papel inestimável de mulheres “na construção da confiança, defendendo mudanças e forjando a paz”.

Prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero  foi criado em 2016
ONU/Stuart Price
Prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero foi criado em 2016

 

O secretário-geral ressalta ainda que esse  exemplo mostra como todos ganham com mais mulheres na tomada de decisões e a paridade de gênero nas operações de paz.

Já Zharare expressou gratidão e orgulho por ter sido selecionada para receber o prêmio que  “motiva a manter seu curso em direção à igualdade de gênero”.

Oportunidades 

A militar contou que os pais ofereceram oportunidades iguais a ela e aos irmãos, daí a crença de que oportunidades iguais a ambos os gêneros  em todos os aspectos da vida.

O vínculo de Zharare com a Unmiss começou em novembro de 2020. Foi 14 anos após iniciar sua carreira militar como tenente. 
Por 17 meses atuando na operação de paz ela defendeu a paridade de gênero e a participação das mulheres nas fileiras, entre militares locais e  comunidades anfitriãs.

Ela foi diretora para Informações Militares no escritório localizado na cidade de Bentiu. Também esteve a cargo do treinamento e foi ponto focal de gênero.

Questões 

De acordo com a ONU, nessas funções a  premiada “ajudou a garantir que as patrulhas incluíssem mulheres e homens para melhorar os esforços de proteção, bem como construir confiança entre as comunidades anfitriãs e a missão”. 

Polícia da Unmiss, Sudão do Sul, doando livros para biblioteca
Unmiss\Nektarios Markogiannis
Polícia da Unmiss, Sudão do Sul, doando livros para biblioteca

 

Esses esforços também contribuíram para um aumento nos dados agregados por gênero para que questões levantadas por mulheres e meninas ganhassem a devida atenção em nível local.

Com o envolvimento de tomada de decisões, ela encorajou as autoridades civis e militares locais e representantes da comunidade a envolver homens e mulheres em reuniões com as Nações Unidas. 

Com sua atuação e habilidades diplomáticas geraram procura sistemática pelos comandantes m questões relacionadas à proteção e direitos das mulheres. 

Em iniciativas comunitárias, Winnet Zharare  incentivou a atuação de indivíduos de ambos os sexos na agricultura e na construção de diques ao redor de Bentiu para aliviar a escassez de alimentos e evitar novos deslocamentos.

Em 2009, a boina-azul passou a integrar o corpo de logística e completou a formação no Estado-Maior. 
 

Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.
Unmiss
Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

 

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