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Apicultura ajuda na recuperação econômica no Haiti BR

Um apicultor com um traje de proteção amarelo segura um quadro de favo de mel ao lado de uma colmeia em uma área arborizada no Haiti.
UN Haiti/Daniel Dickinson Produtor Ilarion Celestin contou à ONU News que mantinha suas abelhas em um tronco oco de árvore.

Apicultura ajuda na recuperação econômica no Haiti

Desenvolvimento econômico

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, moderniza atividade no país, que busca retomada após terremoto em 2021; ONU News conversou com apicultor que produz cerca de 270 galões de mel por ano após adotar boas práticas – sua produção anterior era de apenas dois galões.

O avanço da apicultura, no sul do Haiti, vem ajudando na recuperação do terremoto que atingiu a ilha caribenha em 2021. Com a ajuda da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, o produtor Ilarion Celestin passou a produzir 270 galões de mel por ano.

As boas práticas ensinadas ao apicultor, que anteriormente produzia apenas dois galões por ano, fazem parte de um projeto em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente do Haiti para proteger áreas contra a desertificação e modernizar a produção de mel no país.

O apicultor Ilarion Celestin cuida de uma colmeia no Haiti, em meio a uma floresta tropical.
UN Haiti/Daniel Dickinson Haitiano do município de Bonbon agora possui 18 colmeias e vende cada galão produzido por cerca de US$ 50

Práticas modernas na apicultura

O produtor Ilarion Celestin contou à ONU News que mantinha suas abelhas em um tronco oco de árvore. Após o treinamento técnico e equipamento correto, passou a ser um apicultor profissional.

O haitiano do município de Bonbon agora possui 18 colmeias e vende cada galão produzido por cerca de US$ 50.

Além do aumento de produtividade, as técnicas adotadas garantem que o mel seja mais saudável e o processo seja mais higiênico.

O apicultor afirma que seu mel é gosto, rico em proteínas e possui propriedades medicinais. Suas abelhas produzem quatro tipos diferentes de mel.

Um apicultor com um traje amarelo segura uma estrutura de madeira com um favo de mel dentro, coberto de abelhas, em um ambiente florestal.
UN Haiti/Daniel Dickinson Com a ajuda da FAO, o produtor Ilarion Celestin passou a produzir 270 galões de mel por ano.

Abelhas trabalhadoras e produtos para exportação

Celestin revela que o trabalho é simples: ele monitora as colmeias duas vezes por mês e faz três colheitas por ano. Mas segundo ele, são as próprias abelhas que ficam com o trabalho mais pesado.

Além do aumento de receita com a modernização da produção de mel, ele trabalha junto à FAO para, no futuro, vender sua produção para outros países. Atualmente, ele comercializa apenas localmente e na capital Porto Príncipe.

Ainda assim, o que o produtor fatura já é o suficiente para mandar seus filhos a escola, construir sua própria casa e comprar gado.

Ele afirma que mais pessoas estão se interessando pela apicultura, especialmente após o terremoto.

Além dos treinamentos, a FAO também apoia o produtor para gerenciar sua fazenda. Ilarion Celestin está treinando e compartilhando seu conhecimento com outros 60 apicultores da região.

Desafios da mudança climática

Para Celestin, o principal desafio enfrentado agora é a mudança climática.

Ele afirma que quando há uma seca, as flores das árvores não crescem bem e a falta d’água forçam as abelhas a viajar mais longe para colher néctar, o que significa que elas produzem menos mel.

Como parte da solução, o apicultor está começando a plantar árvores numa tentativa de garantir que as abelhas tenham água suficiente.

Ele acredita que a iniciativa também ajuda na recuperação de florestas para a comunidade, causando menos erosão nas áreas usadas para agricultura e aumentando a biodiversidade.

Ilarion Celestin afirma estar orgulhoso com o bom trabalho e com o mel que vende, que além de conseguir ser produtivo, também é sustentável.