Apicultura ajuda na recuperação econômica no Haiti
BR

23 maio 2022

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, moderniza atividade no país, que busca retomada após terremoto em 2021; ONU News conversou com apicultor que produz cerca de 270 galões de mel por ano após adotar boas práticas – sua produção anterior era de apenas dois galões.

O avanço da apicultura, no sul do Haiti, vem ajudando na recuperação do terremoto que atingiu a ilha caribenha em 2021. Com a ajuda da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, o produtor Ilarion Celestin passou a produzir 270 galões de mel por ano.

As boas práticas ensinadas ao apicultor, que anteriormente produzia apenas dois galões por ano, fazem parte de um projeto em colaboração com o Ministério do Meio Ambiente do Haiti para proteger áreas contra a desertificação e modernizar a produção de mel no país.

Haitiano do município de Bonbon agora possui 18 colmeias e vende cada galão produzido por cerca de US$ 50
UN Haiti/Daniel Dickinson
Haitiano do município de Bonbon agora possui 18 colmeias e vende cada galão produzido por cerca de US$ 50

Práticas modernas na apicultura

O produtor Ilarion Celestin contou à ONU News que mantinha suas abelhas em um tronco oco de árvore. Após o treinamento técnico e equipamento correto, passou a ser um apicultor profissional.

O haitiano do município de Bonbon agora possui 18 colmeias e vende cada galão produzido por cerca de US$ 50.

Além do aumento de produtividade, as técnicas adotadas garantem que o mel seja mais saudável e o processo seja mais higiênico.

O apicultor afirma que seu mel é gosto, rico em proteínas e possui propriedades medicinais. Suas abelhas produzem quatro tipos diferentes de mel.

Com a ajuda da FAO, o produtor Ilarion Celestin passou a produzir 270 galões de mel por ano.
UN Haiti/Daniel Dickinson
Com a ajuda da FAO, o produtor Ilarion Celestin passou a produzir 270 galões de mel por ano.

Abelhas trabalhadoras e produtos para exportação

Celestin revela que o trabalho é simples: ele monitora as colmeias duas vezes por mês e faz três colheitas por ano. Mas segundo ele, são as próprias abelhas que ficam com o trabalho mais pesado.

Além do aumento de receita com a modernização da produção de mel, ele trabalha junto à FAO para, no futuro, vender sua produção para outros países. Atualmente, ele comercializa apenas localmente e na capital Porto Príncipe.

Ainda assim, o que o produtor fatura já é o suficiente para mandar seus filhos a escola, construir sua própria casa e comprar gado.

Ele afirma que mais pessoas estão se interessando pela apicultura, especialmente após o terremoto.

Além dos treinamentos, a FAO também apoia o produtor para gerenciar sua fazenda. Ilarion Celestin está treinando e compartilhando seu conhecimento com outros 60 apicultores da região.

Desafios da mudança climática

Para Celestin, o principal desafio enfrentado agora é a mudança climática.

Ele afirma que quando há uma seca, as flores das árvores não crescem bem e a falta d’água forçam as abelhas a viajar mais longe para colher néctar, o que significa que elas produzem menos mel.

Como parte da solução, o apicultor está começando a plantar árvores numa tentativa de garantir que as abelhas tenham água suficiente.

Ele acredita que a iniciativa também ajuda na recuperação de florestas para a comunidade, causando menos erosão nas áreas usadas para agricultura e aumentando a biodiversidade.

Ilarion Celestin afirma estar orgulhoso com o bom trabalho e com o mel que vende, que além de conseguir ser produtivo, também é sustentável.

 

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