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OIT defende acordos coletivos como essenciais para recuperação do mercado de trabalho BR

OIT nota mudanças na rotina de trabalho desde a pandemia.
© OIT/Jean‐Pierre Pellissier
OIT nota mudanças na rotina de trabalho desde a pandemia.

OIT defende acordos coletivos como essenciais para recuperação do mercado de trabalho

Desenvolvimento econômico

Em 98 países, 35% dos trabalhadores têm salários, jornadas diárias e outras condições regidas por este tipo de instrumento; agência da ONU destaca que diálogo entre funcionários e empregadores é bastante importante para a recuperação pós-pandemia. 

De acordo com um novo relatório lançado pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, 35% dos funcionários de 98 países têm seus salários, horas de trabalho e outras condições profissionais regidas por acordos coletivos.  

A agência da ONU defende que este tipo de negociação seja feita sempre que possível e destaca que o diálogo entre trabalhadores e seus empregadores é muito importante para a recuperação pós-pandemia  

Segurança profissional  

Segundo a OIT, acordos coletivos sao mais comuns na Europa.
OIT
Segundo a OIT, acordos coletivos sao mais comuns na Europa.

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, declarou na quinta-feira que com os confinamentos e as pressões sobre a tradicional jornada de trabalho “das 9h às 17h”, negociações voluntárias conhecidas como acordos coletivos tem provado o seu valor, especialmente com o trabalho remoto.  

Com o aumento dos preços em vários setores, Ryder destaca que os profissionais querem “garantir segurança no trabalho e licença-médica remunerada, que foi comprovada como crítica nos últimos dois anos.” 

Ao mesmo tempo, o chefe da OIT nota que os empregadores ficaram satisfeitos com acordos que “permitiram manter funcionários experientes, para que assim pudessem recomeçar e se recuperar”. 

Iniciativa diminui desigualdade salarial  

Diretor-geral da OIT, Guy Ryder
OIT/Crozet/Pouteau
Diretor-geral da OIT, Guy Ryder

Ryder garante que quanto maior for a percentagem de trabalhadores cobertos por acordos coletivos, menor é a desigualdade salarial. Outra vantagem é “o aumento da igualdade e da diversidade no ambiente de trabalho.” 

Em muitos países da União Europeia e no Uruguai, mais de 75% dos funcionários firmaram um acordo coletivo, enquanto na metade dos países onde existem dados disponíveis, o índice é de 25%.  

Acordos de trabalho flexíveis também foram negociados durante a pandemia, para que empregados, em especial mulheres, pudessem ter mais equilíbrio entre carreira e vida pessoal, principalmente com o encerramento das escolas e com cuidados de familiares que ficaram doentes.  

Guy Ryder faz um apelo para que mais países “abracem o diálogo entre trabalhadores e empregadores” e estimulem a assinatura de acordos coletivos nos vários setores do mercado de trabalho.