Financiamento da OMS beneficiará mais de 10 milhões de pessoas no Sahel
BR

1 maio 2022

Organização Mundial da Saúde libera US$ 8,3 milhões do seu fundo para emergências; população dessa região africana sofre com impactos do conflito armado, insegurança, falta de alimentos e deslocamento.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, acaba de liberar US$ 8,3 milhões do seu Fundo de Contingência para Emergências para beneficiar 10,6 milhões de pessoas na região africana do Sahel.  

São civis que precisam receber, com urgência, cuidados de saúde. A OMS destaca que agências humanitárias e governos calculam que 33,2 milhões de pessoas estejam sofrendo com os impactos “arrasadores do conflito armado, da insegurança, da falta de acesso a alimentos e do deslocamento no Sahel.” 

Cólera e febre amarela  

Uma campanha de conscientização pública da pandemia de Covid-19  na capital do Chade, N’Djamena
© Unicef/Martina Palazzo
Uma campanha de conscientização pública da pandemia de Covid-19 na capital do Chade, N’Djamena

A verba disponibilizada pela OMS servirá para fornecer serviços de saúde às populações vivendo em acampamentos para deslocados e também afetadas por surgimentos de doenças nos seis países da área.  

Em Burkina Fasso, por exemplo, cerca de 500 mil pessoas ficaram desalojadas pela violência armada, em 2021. No Mali, 25% dos serviços de saúde foram interrompidos devido aos impactos da Covid-19. Já os Camarões enfrentam um novo surto de cólera, enquanto no Chade o problema é a febre amarela.  

A OMS explica que trabalhará para melhorar o tratamento para desnutridos em Burkina Fasso; reforçar os diagnósticos de cólera nos Camarões e fornecer serviços essenciais para 100 mil pessoas no Chade. 

Violência e clima imprevisível  

 Amarcia é uma das 1,5 milhões de pessoas que foram deslocadas no Níger devido ao conflito na região central do Sahel
OIM/Monica Chiriac
Amarcia é uma das 1,5 milhões de pessoas que foram deslocadas no Níger devido ao conflito na região central do Sahel

Além disso, psicólogos serão enviados para 10 regiões no Mali. No Niger, a meta da agência é treinar equipes médicas e na Nigéria, os trabalhos focarão no retorno dos serviços de dois hospitais que atendem cerca de 300 mil pessoas.  

O diretor de Resposta a Emergências da OMS na África, Abdou Salem Gueye, declarou que o “conflito armado e os impactos da mudança climática estão afetando milhões de crianças e de famílias por todo o Sahel”. Ele garante que a agência está comprometida em “fornecer cuidados de saúde cruciais para essas populações”. 

Os indicadores de saúde a região do Sahel estão entre os piores do mundo. A região tem uma das taxas de mortalidade maternas mais altas do globo: 856 mortes a cada 100 mil nascimentos. 

A situação da população desta região da África está ainda pior com ataques a escolas, a centros de saúde, além da seca, da degradação de terra e do clima imprevisível.  

Os conflitos prejudicam também a entrega de ajuda humanitária.  

Apesar da urgência em atender os habitantes do Sahel, a OMS revela que somente metade da quantia pedida de US$ 3,7 bilhões foi recebida.  

 

  

 

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