Chefe de agência atômica da ONU visita Chernobil 36 anos após desastre nuclear
BR

26 abril 2022

Rafael Mariano Grossi prestou tributo às vítimas do acidente mais severo da história da energia nuclear; quase 8,4 milhões de pessoas em três países foram expostas à radiação depois da explosão em 1986; neste 26 de abril, ONU marca Dia Internacional em Memória do Desastre de Chernobil.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, está visitando Chernobil, na Ucrânia, para marcar os 36 anos do que ele chamou de “pior desastre nuclear da história”.

Rafael Mariano Grossi disse que sua presença se faz também em respeito às vítimas do acidente de Chernobil e a todos que trabalharam incansavelmente para reconstruir o local.

Em coletiva de imprensa em Viena, diretor geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, aponta Usina Nuclear de Zaporizhzhia
© IAEA/Dean Calma
Em coletiva de imprensa em Viena, diretor geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, aponta Usina Nuclear de Zaporizhzhia

Guerra na Ucrânia

A explosão de 26 de abril na Usina Nuclear de Chernobil, em 1986, espalhou uma nuvem radioativa a várias partes da antiga União Soviética, que hoje são Ucrânia, Rússia e Belarus.

Pelo menos 8,4 milhões de pessoas foram expostas à radiação.

Esta é a segunda vista de Rafael Mariano Grossi a Chernobil desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Desta vez, a equipe da Aiea está entregando equipamento, realizando avaliações radiológicas e restaurando sistemas de monitoramento de salvaguardas.

Na segunda-feira, a Ucrânia informou à agência da ONU que não existe nenhum desdobramento importante sobre segurança nuclear no país. Dos 15 reatores presentes nas quatro usinas nucleares estão, sete estão ligados ao sistema e funcionando, dois se encontram na Usina Nuclear de Zaporizhzhya, que controlada pela Rússia. Oito reatores foram desligados para manutenção ou reserva.

Diretor-geral da Aiea, Rafael Grossi com especialistas em segurança e proteção em missão na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia.
IAEA
Diretor-geral da Aiea, Rafael Grossi com especialistas em segurança e proteção em missão na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia.

Consequências três décadas depois

Após o acidente nuclear de Chernobil, a então União Soviética levou quatro anos para reconhecer que precisava de assistência internacional. No mesmo ano, a Assembleia Geral adotou uma resolução pedindo “cooperação internacional para enfrentar e mitigar as consequências do desastre da usina nuclear de Chernobil.”

As agências da ONU e organizações parcerias já lançaram mais de 230 projetos de pesquisa e assistência nas áreas de saúde, segurança nuclear, reabilitação, meio ambiente, produção de alimentos limpos e informação.

Em dezembro de 2016, a Assembleia Geral instituiu o Dia Internacional em Memória do Desastre de Chernobil.

A data lembra que apesar de mais de três décadas depois, as consequências sérias do acidente nuclear permanecem afetando comunidades e territórios.

 

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